quarta-feira, 29 de março de 2017

Materiais e suportes

Pincéis, por exemplo, são INSTRUMENTOS
Na arte, de uma forma geral, os instrumentos surgem como objetos que fazem o prolongamento das mãos, facilitando a expressão das idéias. Manipulados pelo homem, os instrumentos fazem o registro das idéias, materializando visualmente o pensamento. Os materiais artísticos e suportes estão na base deste processo, pois são transformados através de instrumentos de acordo com metodologias e técnicas a serviço das idéias criadoras.
Tintas são MATERIAIS.


Toda e qualquer superfície onde possamos nos expressar, será um SUPORTE.

Os instrumentos artísticos vão desde o lápis ao computador, passando por uma infinidade de objetos que estão vocacionados para riscar, pintar, cortar, soldar, de acordo com os materiais e suportes que o artista se propuser a trabalhar.

Os materiais utilizados nas artes visuais são variados e vão desde o domínio bidimensional do desenho e pintura, como riscadores, tintas, solventes, etc., às técnicas de impressão como chapas, linóleos, madeiras e suportes variados - papéis, telas, acrílicos, vidros e outros, assim como, os associados ao domínio tridimensional - barro, gesso, metais, madeira, etc

No séc. XX a noção de instrumento, material e suporte artístico alargou-se enormemente com a alteração e a integração de novos conceitos na arte. Assim, o próprio corpo humano é considerado "material" e "suporte", como na "body Art". Objetos já existentes, que foram tirados do seu contexto habitual e integrados no domínio artístico, como os "ready made" dos grupos Dada e Surrealista, são também exemplos de novas e revolucionárias acepções dos termos suporte e material. Nas "instalações", "happenings" e "performances", atuações e intervenções artísticas, os materiais e suportes não têm regra e são condicionados pelo caráter original da idéia expressiva.

A pintura acompanha o ser humano por toda a sua história, mas é a partir da revolução da arte moderna e das novas tecnologias que os pintores adaptaram técnicas tradicionais ou as abandonaram , criando novas formas de representação e expressão visual

A escolha dos materiais e técnica adequadas está diretamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido. Como técnicas mais conhecidas na elaboração da arte visual podemos relacionar:

- CARVÃO
- SANGUINE, SÉPIA E PEDRA NEGRA
- GIZ PASTEL
- GIZ ÓLEO
- LÁPIS DE COR
- LAPIS GRAFITE
- NANKIM E AGUADAS
- AQUARELA
- GUACHE
- ÓLEO
- ACRILICA
- ENCÁUSTICA
- ALQUÍDICAS
- AEROGRAFIA
- TÉCNICAS DO FOGO

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O que a Observação tem a ver com o Desenho?

Desenhar é um processo curioso, tão interligado ao processo de ver que seria difícil separar um do outro. A capacidade de desenhar depende da capacidade de observar.


“Aprendi que, quando não desenho uma coisa, não chego a vê-la realmente; e que, quando passo a desenhar uma coisa comum, verifico quão extraordinária ela é - o milagre que ela é.”


Frederick Franck









Quando desenhamos precisamos pensar concretamente e não, como de costume, simbolicamente ou abstratamente. Queremos saber como são as coisas visualmente, e não o que representam. Por isto OBSERVE. Observe muito, antes de qualquer desenho.

A observação é um meio seguro para se adquirir o domínio sobre a percepção visual e sobre o espaço no qual se desenvolve a obra de arte, seja ela bi ou tridimensional, e leva-nos a conhecer todos os elementos que compõem a linguagem gráfica. É um meio para que se conheça a linguagem da arte visual, através de uma investigação da realidade plástica à nossa volta, e para que cada um conheça sua própria maneira de lidar com esta linguagem.

Independente da abordagem que deseje dar ao seu trabalho, se gestual ou realista, o estudo das proporções corretas é fundamental para uma representação convincente.





Os cadernos de grandes artistas como Rembrandt, van Gogh, Toulouse Lautrec, contêm grande número de esboços. Trata-se de um exemplo que vale a pena seguir: carregar sempre consigo um pequeno bloco de esboços e registrar pessoas em situações diversas, com traços rápidos, aprendendo assim a representar o sentido artístico até das situações mais comuns e prosaicas.