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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O que a Observação tem a ver com o Desenho?

Desenhar é um processo curioso, tão interligado ao processo de ver que seria difícil separar um do outro. A capacidade de desenhar depende da capacidade de observar.


“Aprendi que, quando não desenho uma coisa, não chego a vê-la realmente; e que, quando passo a desenhar uma coisa comum, verifico quão extraordinária ela é - o milagre que ela é.”


Frederick Franck









Quando desenhamos precisamos pensar concretamente e não, como de costume, simbolicamente ou abstratamente. Queremos saber como são as coisas visualmente, e não o que representam. Por isto OBSERVE. Observe muito, antes de qualquer desenho.

A observação é um meio seguro para se adquirir o domínio sobre a percepção visual e sobre o espaço no qual se desenvolve a obra de arte, seja ela bi ou tridimensional, e leva-nos a conhecer todos os elementos que compõem a linguagem gráfica. É um meio para que se conheça a linguagem da arte visual, através de uma investigação da realidade plástica à nossa volta, e para que cada um conheça sua própria maneira de lidar com esta linguagem.

Independente da abordagem que deseje dar ao seu trabalho, se gestual ou realista, o estudo das proporções corretas é fundamental para uma representação convincente.





Os cadernos de grandes artistas como Rembrandt, van Gogh, Toulouse Lautrec, contêm grande número de esboços. Trata-se de um exemplo que vale a pena seguir: carregar sempre consigo um pequeno bloco de esboços e registrar pessoas em situações diversas, com traços rápidos, aprendendo assim a representar o sentido artístico até das situações mais comuns e prosaicas.






quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Querendo aprender Desenho?

Nós sabemos que objetivos apenas não são suficientes. Você precisa de objetivos e prazos.
Objetivos grandes o suficiente para lhe entusiasmar e prazos para fazer girar a roda da urgência.
Um não é de muita ajuda sem o outro, mas juntos podem ser tremendos!

Então se o seu objetivo é aprender a desenhar tudo, aproveite o prazo desta promoção.
ATÉ 11/12/2016
De R$ 720,00 por R$ 360,00.

Inscrições APENAS por e-mail: fatelier@defatima.com.br

Com acompanhamento personalizado, focado em suas dificuldades, partindo de simples exercícios de aquecimento você irá soltando o pulso e garantindo a firmeza do traço. Praticando a observação verá a grande diversidade de beleza que nos cerca e como você se torna capaz de perceber os detalhes, podendo então retransmiti-los através do seu desenho.

Dúvidas?
Fique à vontade - pergunte e se eu não souber, vou procurar a resposta.





terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Princípio do Princípio.

Tudo que você precisa para começar a desenhar é uma folha de papel e um lápis. Atualmente os lápis são produzidos com uma mistura de grafite e argila que permite que os tenhamos em diversas gradações, do mais mole ao mais duro. As diversas gradações do lápis facilitam as suas diversas aplicações. Quanto mais duro o lápis, mais leve e clara a sua linha, podendo então ser usado para esboços e croquis.

 




Por "H" entende-se "Hard" - uma mina dura. 

Por "B" entende-se "Brand" ou "Black" - uma mina macia ou preta.

Por "HB" entende-se "Hard/Brand"- uma mina de dureza média








Um bom resultado na desenho depende muito da habilidade na organização dos traços e tons. Você pode desenhar a lápis usando apenas linhas, apenas tons ou ainda a combinação de linhas e tons.

Alguns traços básicos irão lhe ajudar a desenhar. 


E isto:



Agora experimente estas combinações:








À medida que for treinando, descobrirá uma infinidade de outros por sua própria conta.





Tudo o que vemos pode ser um bom motivo para desenhar.
Precisa de ajuda? Conte comigo:
 fatelier@defatima.com.br


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Como perceber as sombras?

Giz Pastel
Todo o efeito pictórico é uma ilusão da realidade que tem como fundamento a LUZ.
Sem LUZ, a FORMA não existe. A linha é, simplesmente, contorno.
A FORMA, portanto a realidade pictórica, o espaço e a terceira dimensão se obtêm com o uso das sombras.

Para poder reproduzir os tons de sombra, você tem, primeiro, de visualizá-los. 

Bons resultados na representação dos volumes dependem da capacidade do artista identificar a variação tonal completa do motivo. Quando os valores de luz e sombra não estão convenientemente representados, a imagem perde em naturalidade, comprometendo a leitura da obra.Cada motivo apresenta o seu próprio tom local, que indica o quanto ele é claro ou escuro em relação ao que o cerca. O tom local é quase sempre modificado pelos efeitos de luz e sombra, e são estas modificações que realmente descrevem a forma do objeto.

Na representação das sombras, o mais importante e que mantenha a simplicidade. Em uma pintura, as formas devem sempre estar iluminadas por uma ÚNICA fonte de luz.

Se no seu motivo incidirem mais fontes, REDUZA –AS!

 Ao se preparar para pintar um determinado modelo, analise:

      – Onde está a fonte de luz?

-     Na frente do motivo: determina fortes contrastes tonais no primeiro plano e no plano intermediário, que passam a desempenhar o papel dominante da pintura. Pinte com poucos detalhes tonais à distância, dando ênfase apenas no 1° plano.

-     Por trás do motivo: O fundo ficará em silhueta, determinando fortes contrastes tonais no fundo da pintura.

-     Em cima do motivo: Todos os planos são valorizados. No caso das paisagens, o céu deverá ser pintado em tom mais escuro, enfatizando-se as sombras dos três planos.

-     Iluminação difusa: os tons vão ficando menos nítidos gradativamente, à medida que se afastam.

Vamos fazer um teste? Identifique neste modelo toda a escala tonal:


Dúvidas? Escreva p'rá mim: fatelier@defatima.com.br


Ao estruturar a sua obra, tenha como regra que a luz deve ser usada contra fundos escuros e vice-versa, lembrando-se sempre que, quanto mais intensa a luz, mais escura será a sombra. Se tiver dificuldades em clarear determinada cor, coloque-a ao lado de uma sombra escura e observe o resultado.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um bom jogo

Olá pessoal!
Como comentei em meu ultimo post, o 'deFátima atelier' está de blog novo, desenvolvido para que você tenha acesso fácil a todos os nossos Cursos de Arte ONLINE. 

Iniciei a ensinar desenho em 1992. Já se vão vinte e quatro anos. São assim muitos anos de aplicação e experiência que este método tem atravessado e ainda continua tão atual. Por que?
Ora, sabemos que o melhor da Internet é que ela é um recurso de comunicação ilimitado. Ao conectar-se à Internet, você se junta a uma rede que integra tudo.

Essa diversidade caberá inteira dentro dos grupos de discussão, nos fóruns ou nos chats (salas de bate papo) e, neste ambiente onde cada um pode expor sua visão de mundo, o iniciante em artes não necessitará de respostas prontas, e sim de uma orientação que não o leve ao adestramento, através de meras cópias impensadas, mas que o provoque a buscar a sua maneira.

Como todo bom jogo, este também dependerá da desenvoltura dos dois lados envolvidos:

-     O professor: precisa ser experiente, apoiado por uma equipe ousada que deseje passar o conhecimento em sua plenitude, levando o aluno a desejar aprender e querer sempre mais.

-     O aluno: precisa estar motivado não apenas pelo desejo de aprender como pela movimentação e espontaneidade do ambiente virtual.

Em um dos seus brilhantes artigos, José Manuel Moran  explica com clareza o fato de que “quando olhamos para nossa experiência em sala de aula, um bom curso é aquele que nos empolga, que nos surpreende, que nos faz pensar, que nos envolve ativamente, que traz contribuições significativas e que nos põe em contato com pessoas, experiências e idéias interessantes.” 

Aprofunde o assunto:

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A arte é decisiva

Para Maria de Fátima Seehagen, a arte é decisiva “na ética e na estética de uma sociedade melhor”, pois, está relacionada aos primórdios da raça humana como aspiração de comunicação. Em artigo, questionamentos acerca deste processo no mundo contemporâneo.

“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”. John Dewey. Aprender é um processo que mobiliza tanto os significados como os sentimentos, ou seja, tanto os símbolos como as experiências a que eles se referem. Assim a necessidade de aprender arte estaria relacionada com a necessidade de comunicação mais primária do ser humano. No caso do aprendizado da arte ficarão completamente abandonados objetivos como conseguir um diploma, um emprego ou ganhar dinheiro. A aprendizagem estará ligada, aqui no mais verdadeiro sentido, à ampliação dos elementos de linguagem com os quais o indivíduo irá relacionar o seu eu com os eventos do mundo. De posse do conhecimento aprendido, o ser humano irá além da comunicação, à expressão. Mais do que apenas transmitir conceitos poderá, estimulados os seus mecanismos de criação, reflexão e percepção, manifestar os seus sentimentos.

Apesar dos slogans negativos de que “arte não se aprende”, “arte não é para se compreender”, o ensino da arte em todos os grupos, independente da classe social ou da faixa etária é de suma importância no processo de construção do conhecimento, possibilitando o desenvolvimento integral do ser humano.

Para Henri Lefebvre, a arte é social não apenas pelo sentimento compartilhado, mas também pela solicitação. Ao buscar a arte, mais do que a aprendizagem de uma técnica, o indivíduo busca uma aliada na expressão da sua sensibilidade perante o mundo. Por ser uma situação inusitada, o ensino à distância de técnicas artísticas, desafia o professor que a isto se propõe, fazendo-o repensar as mais simples questões como ensinar um aluno a pegar no pincel ou a reconhecer a face correta de um determinado tipo de papel, posicionar um modelo, desenvolver a sua criatividade e expressar a sua sensibilidade.


Como dividir este conhecimento através de um contato intermediado por uma mídia virtual? Como estabelecer uma linha de pensamentos sutis que envolvem sentimentos, estando tão afastados no espaço presencial? A partir do reconhecimento das necessidades, possibilidade e expectativas do aluno, que é o protagonista desta história - a essência do ensino a distância. No ensino de técnicas artísticas, a teoria não será suficiente para dizermos que um assunto foi assimilado. A aprendizagem deverá levar em conta demonstrações, a aplicação dos conhecimentos através da experimentação. Um atelier virtual deve ter a sua arquitetura desenhada de modo que os artistas iniciantes tenham a possibilidade de manipular elementos visuais, arranjando, organizando formas, cores e linhas, até que possam, expostos a situações similares às reais, tecer o seu próprio estilo, a sua própria maneira de expressar seus sentimentos com técnica apurada e segura.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Aptidão específica???



Mas o que é isto?

Reação normal de um jovem que acabou de escolher uma profissão como Estilismo, Arquitetura, Música ou Teatro.

Várias Universidades do país ainda recorrem à prova de Aptidão Específica para avaliar a capacidade dos seus iniciantes nas diversas áreas ligadas à arte.

Pois bem, chama-se prova de aptidão específica, habilidade específica ou simplesmente THE, à avaliação de noções práticas e teóricas sobre a área do curso que o aluno pretende fazer. Tida como um dos itens mais importantes na classificação e desempate dos vestibulandos trata-se de uma avaliação que pré-qualifica o candidato aos cursos relacionados à arte.


No caso mais específico das artes visuais isto acontece através do DESENHO DE OBSERVAÇÃO e criação sondando os conhecimentos do aluno sobre os fundamentos da comunicação e expressão que tem como suporte o papel.

Sabemos que tanto a forma como o que se avalia, deve ser cuidadosamente estudado para a concretização de qualquer projeto educacional e não poderia ser diferente em se tratando de um mundo tão subjetivo como o das artes.

O vestibular inegavelmente é uma barreira ao acesso à Universidade e, como tal, fator de desarticulação à continuidade dos estudos. Sua estrutura atual persiste discutível, e a seleção resultante questionável.

Conhecemos os graves efeitos sobre o segundo grau e a discriminação social nele embutida é ostensiva e tanto maior nestes casos das provas de aptidão específica, onde se deseja que o aluno prove a sua iniciação artística que envolve sensibilidade estética, muito mais através de um “treinamento” da sua habilidade do que através do seu talento real.

Mas, enquanto algumas Universidades já abandonaram este critério de seleção em seus cursos de Artes, outras continuam a empregar provas cujos critérios de avaliação normalmente são:

• Proporção e perspectiva;

• Volume e textura;

• Organização espacial.

 
Não seria papel da Instituição iniciar os seus alunos nestas práticas tão características destas profissões?

Mais valeria obter informação sobre a capacidade de aprender do candidato aos estudos superiores do que testá-lo numa prova onde o aluno precisará ter previamente um entendimento da arte como um conjunto.Noções estas, que necessariamente precisam ser aprendidas.

Polêmicas à parte, a prova existe e o aluno precisa se preparar.
Não é necessário ser um desenhista profissional nem um artista de renome, no entanto o pretendente dentro do campo de artes visuais tem que estar preparado para expressar graficamente o seu pensamento, através de formas, volumes, composições de sólidos, representação de objetos e elementos da paisagem urbana.

Se você pretende cursar uma Universidade nestas áreas e ainda tem dúvidas sobre o processo seletivo da Aptidão Específica, entre em contato conosco -
Queremos ver você de cara pintada!