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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Querendo aprender Desenho?

Nós sabemos que objetivos apenas não são suficientes. Você precisa de objetivos e prazos.
Objetivos grandes o suficiente para lhe entusiasmar e prazos para fazer girar a roda da urgência.
Um não é de muita ajuda sem o outro, mas juntos podem ser tremendos!

Então se o seu objetivo é aprender a desenhar tudo, aproveite o prazo desta promoção.
ATÉ 11/12/2016
De R$ 720,00 por R$ 360,00.

Inscrições APENAS por e-mail: fatelier@defatima.com.br

Com acompanhamento personalizado, focado em suas dificuldades, partindo de simples exercícios de aquecimento você irá soltando o pulso e garantindo a firmeza do traço. Praticando a observação verá a grande diversidade de beleza que nos cerca e como você se torna capaz de perceber os detalhes, podendo então retransmiti-los através do seu desenho.

Dúvidas?
Fique à vontade - pergunte e se eu não souber, vou procurar a resposta.





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Como perceber as sombras?

Giz Pastel
Todo o efeito pictórico é uma ilusão da realidade que tem como fundamento a LUZ.
Sem LUZ, a FORMA não existe. A linha é, simplesmente, contorno.
A FORMA, portanto a realidade pictórica, o espaço e a terceira dimensão se obtêm com o uso das sombras.

Para poder reproduzir os tons de sombra, você tem, primeiro, de visualizá-los. 

Bons resultados na representação dos volumes dependem da capacidade do artista identificar a variação tonal completa do motivo. Quando os valores de luz e sombra não estão convenientemente representados, a imagem perde em naturalidade, comprometendo a leitura da obra.Cada motivo apresenta o seu próprio tom local, que indica o quanto ele é claro ou escuro em relação ao que o cerca. O tom local é quase sempre modificado pelos efeitos de luz e sombra, e são estas modificações que realmente descrevem a forma do objeto.

Na representação das sombras, o mais importante e que mantenha a simplicidade. Em uma pintura, as formas devem sempre estar iluminadas por uma ÚNICA fonte de luz.

Se no seu motivo incidirem mais fontes, REDUZA –AS!

 Ao se preparar para pintar um determinado modelo, analise:

      – Onde está a fonte de luz?

-     Na frente do motivo: determina fortes contrastes tonais no primeiro plano e no plano intermediário, que passam a desempenhar o papel dominante da pintura. Pinte com poucos detalhes tonais à distância, dando ênfase apenas no 1° plano.

-     Por trás do motivo: O fundo ficará em silhueta, determinando fortes contrastes tonais no fundo da pintura.

-     Em cima do motivo: Todos os planos são valorizados. No caso das paisagens, o céu deverá ser pintado em tom mais escuro, enfatizando-se as sombras dos três planos.

-     Iluminação difusa: os tons vão ficando menos nítidos gradativamente, à medida que se afastam.

Vamos fazer um teste? Identifique neste modelo toda a escala tonal:


Dúvidas? Escreva p'rá mim: fatelier@defatima.com.br


Ao estruturar a sua obra, tenha como regra que a luz deve ser usada contra fundos escuros e vice-versa, lembrando-se sempre que, quanto mais intensa a luz, mais escura será a sombra. Se tiver dificuldades em clarear determinada cor, coloque-a ao lado de uma sombra escura e observe o resultado.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Manual para ser criança


A partir dos 10 anos, a criança pode até perder o interesse pelo desenho e preferir outras atividades, alegando que não sabe mais desenhar. É a fase do bloqueio, ou o período de crise do desenho infantil, que divide opiniões sobre como proceder e qual a causa deste fato. Neste período é comum a criança apresentar hesitação, apagar várias vezes o desenho, pedir para usar réguas.

A orientação é importante nesta etapa em que a criança já não tem a espontaneidade dos anos anteriores e quer aprender a fazer um desenho detalhado e elaborado.


"O desenvolvimento intelectual e o físico são condições necessárias à evolução do traço, mas não suficientes, pois, na falta de oportunidades para desenhar e de orientações adequadas, o desenho fica estagnado ou estereotipado", diz Rosa Iavelberg, especialista em desenho e professora da Faculdade de Educação da USP.

Estimule! Matricule seu/sua filh@ em nosso Curso Online de Desenho: INICIANTE INFANTIL.


A percepção artística irá ajudar a se destacar em tudo que fizer na vida.

Tem um texto do Gabriel García Márquez que ilustra bem este período e que pode ajudar muitos pais neste decisão:

Manual para ser criança
Tradução livre Miguel Hachen

" Gostaria que estas reflexões fossem um manual para as crianças aprenderem a defender-se dos adultos na aprendizagem das artes e das letras. Não tenho uma base científica, senão emocional - ou em todo caso sentimental- e se fundamenta em uma premissa improvável: se colocarmos uma criança perante uma variedade de brinquedos, ela irá escolher aquele que mais goste; acredito que essa preferência não é casual, apenas revela que a criança tem uma vocação e uma aptidão que talvez possam passar inadvertidas para os pais (sempre ocupados) e para seus professores sempre cansados.

Aptidão e vocação se manifestam muito cedo e é importante identificá-las a tempo para que no futuro possamos ajudar a criança a escolher sua profissão. As crianças numa determinada idade e sob certas condições possuem faculdades congênitas que lhes permitem enxergar muito além da realidade admitida pelos adultos. Poderiam ser resíduos de algum poder divinatório que o gênero humano esgotou em etapas anteriores, ou - ainda - manifestações extraordinárias da intuição quase clarividente dos artistas durante a solidão do crescimento e que desaparecem - como a glândula do timo- quando já não são necessárias.

Acredito que se nasce com a vocação para escritor, pintor ou músico e em muitos casos com as condições físicas para a dança e o teatro, e com um talento propício para o jornalismo escrito entendido como um gênero literário e para o cinema entendido como uma síntese da ficção e da plástica. Neste sentido sou um platônico: aprender é recordar. Isto quer dizer que quando uma criança chega ao primeiro grau pode ir predisposto pela natureza para algum destes ofícios, mesmo que ainda não o saiba. E talvez não o saiba nunca.

Antônio Sarasate, aos quatro anos, tocou no seu violino de brinquedo uma nota que seu pai, um grande virtuoso, não conseguia dar com o seu. Sempre existe o risco de que os adultos destruam tais virtudes porque lhes parece primordiais e acabam por introduzir a seus filhos na mesma realidade fechada que aprenderam de seus próprios pais. O rigor de muitos pais com filhos artistas costuma ser idêntico ao utilizado pelas pessoas cujos filhos são homossexuais.

As aptidões a as vocações nem sempre vêem juntas. Daí o desastre de cantores com vozes sublimes que não chegam a lugar algum por falta de juízo, ou de pintores que sacrificam toda uma vida numa profissão errada, ou de escritores que não sabem contar uma história completa e em ordem.

As vantagens de não obedecer aos pais

Uma pesquisa tem demonstrado que na Colômbia não existem sistemas estabelecidos de captação precoce de aptidões e vocações como ponto de partida para uma carreira artística. Os pais não estão preparados para identifica-las no tempo certo. Geralmente contrariam a vontade dos filhos. Os pais menos drásticos propõem a seus filhos estudar uma carreira "segura" e, conservar a arte para entreter-se como hobby nas horas vagas. A sorte para a humanidade é que são poucas crianças que obedecem aos seus pais quanto ao seu futuro. É por isso algumas crianças que possuem alguma vocação assumem atitudes ardilosas para conseguir o que querem. Aqueles que não se dão bem na escola porque não gostam das matérias, não obstante, poderiam se sair muito bem se alguém lhes ensinassem aquilo que gostam. Também pode acontecer que obtenham boas notas, não porque gostem da escola, senão para que seus pais e professores não os obriguem a abandonar "aquele brinquedo preferido" que levam escondido no coração. Há também os casos de crianças que têm que sentar-se ao piano ou perante uma prancheta de desenho sem aptidão nem vocação alguma, apenas por imposição dos pais.

Um grande mestre de musica, escandalizado pela impiedade dos métodos utilizados, disse que o piano deveria ser deixado num canto da casa não para que as crianças estudem "na marra" senão para que "brinquem" com ele.

Nós, os pais, queremos que nossos filhos sempre sejam melhores que nós, impondo aulas de todo tipo, no intuito de começar uma estirpe de intelectuais. No extremo oposto, não faltam as crianças que seguem sua vocação sem conhecimento dos pais e, quando estes descobrem já são estrelas de uma orquestra ou autodidatas bem sucedidos.

Professores e alunos não aceitam os métodos acadêmicos tradicionais, porém não possuem um critério comum sobre como o aprendizado poderia ser melhor. A maioria recusa os métodos vigentes pela sua rigidez e falta de atenção à criatividade e preferem ser empíricos e independentes. Outros consideram que seu destino não dependeu tanto daquilo que aprenderam na escola como da "esperteza" com que driblaram os obstáculos de pais e professores. Em geral, a luta pela sobrevivência e a falta de estímulos tem forçado à maioria a aprender sozinhos.

Os critérios sobre a disciplina são divergentes. Alguns optam pela liberdade plena enquanto outros preferem o empirismo absoluto. Aqueles que falam da não disciplina reconhecem sua utilidade, porém acreditam que esta nasce espontânea como fruto de uma necessidade interna e, portanto, não há que força-la. Outros prescindem a formação humanista e os fundamentos teóricos da sua arte. Outros, ainda, afirmam que a teoria não é necessária. A maioria, após anos de esforços, se sublevam contra o desprestigio e as penúrias dos artistas numa sociedade que nega o caráter profissional das artes.

Não obstante, as opiniões mais duras da pesquisa estavam contra a escola, como um espaço público onde a pobreza de espírito corta as asas e é uma grande façanha aprender qualquer coisa, em especial as artes. Pensam que houve uma enorme perda de talentos devido à repetição infinita de dogmas acadêmicos, enquanto que os mais dotados apenas puderam ser grandes criadores quando não tiveram que voltar às aulas. "Educa-se de costas para a arte", repetem professores e alunos. Estes gostam de sentir que se fizeram sozinhos. Os professores ficam ressentidos, porém admitem que ele diriam o mesmo. Talvez o certo seria dizer que todos tem razão. Pois tanto os professores quanto os alunos e, em último caso, a sociedade toda, são vítimas do sistema de ensino que está longe da realidade do país.

Não é o mesmo o ensino artístico que a educação artística. Esta é uma função social e, assim como se ensinam as matemáticas e as ciências, deve ser ensinado desde o primeiro grau o apreço e o gosto pelas artes e as letras. Por outro lado, o ensino artístico é uma carreira especializada para estudantes com aptidões e vocações específicas, cujo objetivo é formar artistas e professores como profissionais da arte.

Não devemos esperar que as vocações cheguem: temos que sair a procurá-las. Estão em todas e qualquer parte, mais puras quanto mais esquecidas. São elas as que sustentam a vida eterna da música nas garagens, a pintura rebelde dos grafites, a poesia dos botecos, o torrente infindável da cultura popular que são o pai e a mãe de todas as artes.

Proponho não apenas uma mudança de forma nas escolas de arte, gostaria que a educação artística seja planificada dentro de um sistema autônomo, que dependa de um organismo próprio da cultura e não de ministério da educação. Que não esteja centralizado, pelo contrário, que seja o coordenador do desenvolvimento cultural desde as distintas regiões do país, pois cada uma delas têm sua personalidade cultural, sua história, suas tradições, sua linguagem, em fim, suas expressões artísticas próprias. Que comece por educar a os pais e professores na apreciação precoce das inclinações das crianças e os prepare para uma escola que preserve sua curiosidade e sua criatividade natural.

De todos modos, pela arte das artes, aqueles que hão de ser já o são, mesmo que jamais cheguem a sabe-lo.

Que a vida decida quem serve e quem não serve, como de todos os modos ocorre."

* Gabriel García Márquez - reconhecido escritor colombiano, prêmio Nobel de literatura, autor - dentre outras obras - de "Cem anos de solidão"

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Está em suas mãos



     
Ao longo da História da Arte, as mãos têm sido protagonistas de várias obras, por seu grande significado, beleza própria, capacidade de manifestar desejos, sentimentos ou caprichos. 

  Vamos encontrar mãos fortes de super-heróis, delicadas de uma mulher, envelhecidas e enrugadas de um idoso, gorduchinhas de uma criança, e assim por diante. 

As mãos se movem com tanta sutileza que poderiam passar toda uma vida, desenhando-se uma à outra e não esgotariam as relações, sempre diferentes: mãos dadas, apertadas, cerradas, de amigos, juntas em oração...




Aprender a desenhar mãos pode tornar-se mais fácil do que nos parece em uma primeira tentativa se simplificarmos as formas, que mudarão de acordo com a posição do modelo.

O primeiro passo é, sem dúvida, entender a estrutura da mão. 

Observe na sua própria mão:


Movimente o polegar observando a relação entre os dedo


Finalmente experimente desenhar sua própria mão.
Este é apenas o primeiro passo na representação de uma forma extremamente significativa.
Se desejar, envie para mim o seu desenho para comentários. Será uma alegria ajudá-l@
fatelier@defatima.com.br


Albrecht Dürer

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O que é Desenho de Observação?



Leandra Stopa
aluna do curso de Desenho online


 O Desenho de observação é aquele onde utilizamos um modelo real para desenvolver a percepção visual - capacidade de observação de forma, luz e volumes.


Para conseguirmos um bom desempenho no desenho é fundamental uma observação cuidadosa. Começa assim a formação do verdadeiro desenhista: aprendendo a observar!


Desenhar os objetos de sua própria casa é particularmente interessante, pois obriga-o a olhar de fato para aquelas coisas que, de tão familiares, acabam passando despercebidas aos olhos.

Você verá que mesmo um bule ou um sapato tem características que só se revelam quando desenhadas.

Naturalmente não devemos escolher um modelo por ser ele mais fácil ou mais difícil - aqui vai estar expressa a alma do artista, seus gostos, sua história, sua mensagem. Por isto, escolha sempre um modelo porque gosta. Escolha o seu modelo principalmente porque ele pode dizer do seu sentimento.

“A expressão essencial de uma obra depende quase inteiramente da projeção do sentimento do artista; obtido a partir do modelo, e não da exatidão orgânica deste.” Matisse

"Não tema os erros – eles não existem."
Miles Davis

Áurea Pacheco
aluna do curso de Desenho online
“O pintor (artista) deve estar à frente do modelo sem idéias preconcebidas. Tudo deve chegar-lhe ao espírito como numa paisagem lhe chegariam todos os seus odores: da terra, das flores, associadas aos jogos das nuvens, aos movimentos das árvores e aos diferentes ruídos do campo.” Matisse

É útil saber observar as proporções daquilo que se desenha.

Josielle Z. Barboza
aluna do curso de Desenho online




Proporção é a relação dimensional entre as partes de uma composição entre si e destas com relação ao todo. É muito importante que estejamos atentos à proporção, ou seja, que as formas desenhadas não estejam grandes demais ou pequenas demais em relação ao modelo e em relação umas às outras. 










Josielle Z. Barboza
aluna do curso de Desenho
online
As formas perdem os detalhes, assim como as cores perdem as suas características específicas à medida que estão mais distantes de nós.

Podemos ver a forma das folhas e dos galhos, por exemplo, mesmo os mais delicados, de uma árvore situada a dois metros de nós, mas não podemos distinguir estes detalhes da mesma forma se a árvore estiver a cem metros de distância.





 
No Desenho de Observação aprendemos a ver a coisa como ela é!

Marilene Oberto
aluna do curso de Desenho online