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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Querendo aprender Desenho?

Nós sabemos que objetivos apenas não são suficientes. Você precisa de objetivos e prazos.
Objetivos grandes o suficiente para lhe entusiasmar e prazos para fazer girar a roda da urgência.
Um não é de muita ajuda sem o outro, mas juntos podem ser tremendos!

Então se o seu objetivo é aprender a desenhar tudo, aproveite o prazo desta promoção.
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De R$ 720,00 por R$ 360,00.

Inscrições APENAS por e-mail: fatelier@defatima.com.br

Com acompanhamento personalizado, focado em suas dificuldades, partindo de simples exercícios de aquecimento você irá soltando o pulso e garantindo a firmeza do traço. Praticando a observação verá a grande diversidade de beleza que nos cerca e como você se torna capaz de perceber os detalhes, podendo então retransmiti-los através do seu desenho.

Dúvidas?
Fique à vontade - pergunte e se eu não souber, vou procurar a resposta.





terça-feira, 10 de maio de 2016

Esfuminho


Você usa os dedos para sombrear com o grafite?

- Nunca mais! A pele possui uma oleosidade natural que irá se impregnar no seu desenho causando manchas e comprometendo a durabilidade da obra.

Você pode conseguir vários acabamentos com aplicações variadas, porém, existe um instrumento correto para cada acabamento que desejamos! O instrumento mais usado para esfumar o traço do lápis é o ESFUMINHO - feito com papel, no formato de um lápis.

Algumas observações de uso:

1.    NUNCA APONTE UM ESFUMINHO:
Para mantê-lo limpo, apenas use uma lixinha de unhas.

2.    APROVEITAMENTO:
O esfuminho sujo de grafite, muitas vezes pode ser aplicado diretamente sobre o desenho, para sombrear, sem que seja necessário aplicar grafite no papel.

3.    POSIÇÃO:
Mantenha o esfuminho bastante inclinado em relação ao desenho, de forma que toda a parte chanfrada possa ser usada, evitando entortar a pontinha do esfuminho.

4.    NUNCA SEGURE AO MEIO:
Para aplicar o esfuminho, segure-o bem próximo à ponta, evitando que quebre.

5.    PRESSÃO:
Ao aplicar o esfuminho, exerça forte pressão sobre o papel para que possa desmanchar os traços de grafite.

O desenho inicialmente poderá parecer borrado, no entanto, você irá “achando o foco” com o uso da borrachinha.

Observe aqui que o uso da borracha é quase tão importante quanto o uso do lápis!
Gaste alguns instantes em descobrir os efeitos possíveis, a maneira de cortar, a melhor posição de aplicar o material e assim por diante.



Para praticar, desenhe uma esfera. Faça as sombras com o grafite 6B e esfume com a ajuda de um esfuminho nº6.
Depois, acerte os contornos com o uso de uma borrachinha bem cortada!



 Variações:




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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Está em suas mãos



     
Ao longo da História da Arte, as mãos têm sido protagonistas de várias obras, por seu grande significado, beleza própria, capacidade de manifestar desejos, sentimentos ou caprichos. 

  Vamos encontrar mãos fortes de super-heróis, delicadas de uma mulher, envelhecidas e enrugadas de um idoso, gorduchinhas de uma criança, e assim por diante. 

As mãos se movem com tanta sutileza que poderiam passar toda uma vida, desenhando-se uma à outra e não esgotariam as relações, sempre diferentes: mãos dadas, apertadas, cerradas, de amigos, juntas em oração...




Aprender a desenhar mãos pode tornar-se mais fácil do que nos parece em uma primeira tentativa se simplificarmos as formas, que mudarão de acordo com a posição do modelo.

O primeiro passo é, sem dúvida, entender a estrutura da mão. 

Observe na sua própria mão:


Movimente o polegar observando a relação entre os dedo


Finalmente experimente desenhar sua própria mão.
Este é apenas o primeiro passo na representação de uma forma extremamente significativa.
Se desejar, envie para mim o seu desenho para comentários. Será uma alegria ajudá-l@
fatelier@defatima.com.br


Albrecht Dürer

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O que é Desenho de Observação?



Leandra Stopa
aluna do curso de Desenho online


 O Desenho de observação é aquele onde utilizamos um modelo real para desenvolver a percepção visual - capacidade de observação de forma, luz e volumes.


Para conseguirmos um bom desempenho no desenho é fundamental uma observação cuidadosa. Começa assim a formação do verdadeiro desenhista: aprendendo a observar!


Desenhar os objetos de sua própria casa é particularmente interessante, pois obriga-o a olhar de fato para aquelas coisas que, de tão familiares, acabam passando despercebidas aos olhos.

Você verá que mesmo um bule ou um sapato tem características que só se revelam quando desenhadas.

Naturalmente não devemos escolher um modelo por ser ele mais fácil ou mais difícil - aqui vai estar expressa a alma do artista, seus gostos, sua história, sua mensagem. Por isto, escolha sempre um modelo porque gosta. Escolha o seu modelo principalmente porque ele pode dizer do seu sentimento.

“A expressão essencial de uma obra depende quase inteiramente da projeção do sentimento do artista; obtido a partir do modelo, e não da exatidão orgânica deste.” Matisse

"Não tema os erros – eles não existem."
Miles Davis

Áurea Pacheco
aluna do curso de Desenho online
“O pintor (artista) deve estar à frente do modelo sem idéias preconcebidas. Tudo deve chegar-lhe ao espírito como numa paisagem lhe chegariam todos os seus odores: da terra, das flores, associadas aos jogos das nuvens, aos movimentos das árvores e aos diferentes ruídos do campo.” Matisse

É útil saber observar as proporções daquilo que se desenha.

Josielle Z. Barboza
aluna do curso de Desenho online




Proporção é a relação dimensional entre as partes de uma composição entre si e destas com relação ao todo. É muito importante que estejamos atentos à proporção, ou seja, que as formas desenhadas não estejam grandes demais ou pequenas demais em relação ao modelo e em relação umas às outras. 










Josielle Z. Barboza
aluna do curso de Desenho
online
As formas perdem os detalhes, assim como as cores perdem as suas características específicas à medida que estão mais distantes de nós.

Podemos ver a forma das folhas e dos galhos, por exemplo, mesmo os mais delicados, de uma árvore situada a dois metros de nós, mas não podemos distinguir estes detalhes da mesma forma se a árvore estiver a cem metros de distância.





 
No Desenho de Observação aprendemos a ver a coisa como ela é!

Marilene Oberto
aluna do curso de Desenho online

domingo, 20 de março de 2011

Nem só com óleo se faz tinta!

A pintura acompanha o ser humano por toda a sua história, mas é a partir da revolução da arte moderna e das novas tecnologias que os pintores adaptaram técnicas tradicionais ou as abandonaram, criando novas formas de representação e expressão visual.

No séc. XX a noção de instrumento, material e suporte artístico alargou-se enormemente com a alteração e a integração de novos conceitos na arte. Assim, o próprio corpo humano é considerado "material" e "suporte", como na "body Art". Objetos já existentes, que foram tirados do seu contexto habitual e integrados no domínio artístico, como os "ready made" dos grupos Dada e Surrealista, são também exemplos de novas e revolucionárias acepções dos termos suporte e material. Nas "instalações", "happenings" e "performances", atuações e intervenções artísticas, os materiais e suportes não têm regra e são condicionados pelo caráter original da idéia expressiva.

A escolha dos materiais e técnicas adequadas está diretamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido.Dentre as técnicas mais conhecidas na elaboração da arte visual podemos relacionar:

- CARVÃO
- SANGUINE, SÉPIA E PEDRA NEGRA
- GIZ PASTEL
- GIZ ÓLEO
- LÁPIS DE COR
- LAPIS GRAFITE
- NANKIM E AGUADAS
- AQUARELA
- GUACHE
- ÓLEO
- ACRILICA
- ENCÁUSTICA
- ALQUÍDICAS
- AEROGRAFIA
- TÉCNICAS DO FOGO
- TÉCNICAS DA SEDA


- CARVÃO

O carvão é um material clássico no desenho, talvez o mais antigo. Já os homens primitivos usavam galhos queimados para desenhar.  Usa-se para esboçar ou para desenhos definitivos de acordo com o suporte e a intenção.



- SANGUINE, SÉPIA E PEDRA NEGRAConhecida desde o paleolítico, a sanguínea ou sanguine começa a ser usada com profusão por volta de 1500. É na Renascença e no Barroco que artistas como Leonardo da Vinci, Rafael e Rubens usam a sanguínea de uma forma notável.



Peter Paul Rubens
 


Os efeitos de "esfumato" que empregaram são admiráveis. Os artistas italianos usaram a sanguínea, quer isoladamente, quer combinada com outros materiais. A sua cor quente e suave será talvez a razão para ter sido usada no desenho de representação do corpo humano através da história.

O uso combinado da sanguínea, pedra negra e uma espécie de giz branco, foi no séc. XVI abundantemente empregado, sobretudo para o retrato.


A sépia foi usada pelos artistas ao longo da história para desenhar, sobretudo, paisagens. Pode ser diluída com água ou misturada no decurso de aguadas e aquarelas, embora de forma controlada para não se perderem as características dos vários materiais. 

Pedra negra ou Pierre Noire é uma pedra negra natural de xisto argiloso, contendo partículas de carbono que lhe dão o tom escuro que vai do cinzento ao negro muito usada no desenho. É muito macia e parte-se com facilidade em vários pedaços. 

Muitos artistas italianos, como Cennino Cennini, Botticeli e Rafael usaram a "pedra negra" da mesma forma que usavam o carvão, com esfuminhos para misturar e espalhar no desenho, criando assim jogos de claro escuro notáveis.


Os pastéis oferecem possibilidades enormes de tratamento plástico. Têm grande estabilidade cromática, misturam-se muito facilmente e produzem com espontaneidade trabalhos de uma suavidade muito particular. Não têm os inconvenientes dos materiais que necessitam de secar ou que exigem grandes preparações.

- GIZ ÓLEO

Semelhante aos pastéis secos no seu aspecto, a sua constituição é, no entanto, diferente, pois são fabricados com uma mistura de pigmento e óleo. Existem desde os anos 60. Tal como os pastéis secos têm a forma de pequenos sticks cilíndricos e vendem-se em caixas ou avulso numa grande variedade de cores e durezas. Aderem com facilidade ao papel e permitem misturas de cores que se depositam numa camada mais grossa e pastosa ou mais fina, conforme se pretender.

- LÁPIS DE COR

O Lápis de cor é  um material relativamente recente. São feitos a partir de uma mistura de talco e substâncias corantes. Encontram-se à venda em caixas com enorme variedade cromática, ou avulso. 
Existem lápis de durezas diferentes, e de três tipos principais: os de mina grossa e relativamente macia, resistentes à luz e água e não precisam de fixador. Os de mina mais fina e mais dura, são usados para desenhos com muito detalhe, também resistentes à água. Os lápis com minas solúveis em água (aquareláveis) permitem um trabalho misto de desenho e aquarela.




O grafite foi descoberto na Baviera por volta de 1400, não lhe tendo sido dado na época o devido valor.  A história do lápis remonta a 1564, quando se descobriu em Inglaterra um filão de grafite puro. A coroa inglesa mandou então abrir minas para se obter grafite como material de desenho. Estas minas forneceram grafite a toda Europa, até se esgotarem as suas reservas no séc. XIX.

Em 1761, na Alemanha, Faber criou uma pequena oficina de fabrico de lápis. Misturava duas partes de grafite com uma de enxofre. Ao mesmo tempo Napoleão, encomendou a Conté a exploração de processos de fabricar lápis para substituir os importados. Apareceu então uma nova espécie de lápis que consistia na mistura de terra (argilas), grafite e água, que eram solidificados por cozedura e colocados em ranhuras de madeira. 

No próximo post continuamos esta apresentação!!