À arte estão associadas metodologias, técnicas, instrumentos e suportes que foram evoluindo através dos tempos. Os instrumentos são, para nós artistas, o prolongamento das mãos, facilitando a expressão das idéias. Este blog é o registro das minhas anotações no emprego destes instrumentos nas mais variadas técnicas de pintura, em mais de 40 anos de delicioso fazer artístico. Fátima Seehagen
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segunda-feira, 11 de julho de 2016
Wet-in-wet
Alguns alunos têm me perguntado sobre a pintura wet-in-wet.Nas aguadas coloridas no método “úmido sobre úmido”, a pintura é quase totalmente realizada com a superfície úmida, tirando-se proveito dos efeitos interessantes da mistura de cores.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016
Pincéis para toda vida?
Para que os pincéis se conservem em perfeito estado é
necessária uma meticulosa limpeza imediatamente após o uso. Para a limpeza do
pincel durante a seção de pintura, use apenas o diluente indicado na técnica
que estiver trabalhando, evitando assim a ação de solventes na sua pintura.
Durante toda a pintura mantenha um pano limpo e macio ao
seu lado, ou papel absorvente, para tirar o excesso de tinta dos pincéis.
Qualquer que seja a técnica que estiver usando, siga o
PASSO A PASSO na limpeza de seus pincéis:
1. Inicialmente
limpe, tanto quanto possível, o seu pincel com o solvente da tinta que está
empregando.
No caso da tinta a óleo lembre-se que o solvente ideal é
a água raz e não o querosene; no caso da goma laca, o solvente é o álcool; no
caso das tintas à base de água, a própria água.
Cuidadosamente pressione o enchimento nas laterais do
recipiente, girando o pincel. Tome especial cuidado para que o solvente não
alcance o cabo do pincel e nem mesmo o encontro do cabo com a virola. Limpe o
enchimento com papel absorvente ou trapos de pintura.
2. Depois de
limpo, lave-o com água morna (a água não deve estar quente) e detergente neutro.
Em seguida, “arrume “ delicadamente o pincel procurando
deixa-lo no formato original.
Quer saber quais os pinceis corretos para cada técnica? Escreva p'rá gente:
fatelier@defatima.com.br
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Pintura espatulada
A espátula produz marcas mais rígidas do que o pincel,
que podem acentuar os diferentes planos do motivo, criando efeitos de volume
quase esculturais, transformando qualquer tema em uma imagem rica de expressão.
Utilizada desde o séc. V a.C, naquela época aplicada
diretamente sobre o mármore, a pintura espatulada oferece opções diferenciadas
de representação.
Feitas normalmente em aço forjado (as espátulas de
plástico ficam reservadas para a tinta guache e aquarelas), podemos classificar
as espátulas inicialmente em dois tipos:
As espátulas de paleta: Servem para misturar as tintas na
paleta de maneira rápida e eficiente, para a limpeza da paleta após as seções
de pintura e também para raspar a pintura na tela em efeitos especiais. Possuem
uma lâmina reta, achatada e um pouco menos flexível, com a ponta arredondada.
As espátulas de pintura são usadas para aplicar a tinta
sobre o suporte, preferencialmente telas, por serem estas mais flexíveis,
cedendo ligeiramente ao toque da espátula.
Uma das maiores vantagens da espátula está na aplicação
de camadas espessas e lisas, que captam a luz e produzem efeitos texturais
interessantes. Através da alteração na pressão de aplicação, você
conseguirá resultados variados de transparência e opacidade.
Trabalhando com uma espátula você poderá aplicar novas
demãos de cores, sobre outras ainda úmidas, sem manchar a camada anterior,
produzindo um efeito fresco e natural que dificilmente é alcançado com o
pincel.
A aplicação se dará basicamente em duas técnicas:
O impasto é uma pintura feita com quantidades generosas
de tinta, de tal modo que as marcas da espátula fiquem visíveis, dando, como já
me referi anteriormente, uma qualidade textural à pintura.
O raspado acontece quando você raspa a tinta com a
espátula, possuindo ou não a pintura, uma camada anterior.
No ensino de técnicas artísticas, a teoria não é suficiente para dizermos que um assunto foi assimilado. A aprendizagem deverá levar em conta demonstrações, a aplicação dos conhecimentos através da experimentação. Aqui, como em muitas outras ciências, decorar jamais poderá ser confundido com aprender. Aprender é um sistema de etapas - Aprendemos através de um contato real com a experiência proposta.
Com a sua arquitetura desenhada de modo que você tenha a possibilidade de manipular elementos visuais, arranjando,
organizando formas, cores e linhas, até que possa definir o seu próprio estilo, a sua própria maneira de expressar
seus sentimentos com técnica apurada e segura o deFátima atelier oferece este curso "on line" e você pode acompanhar em qualquer horário, sem sair da sua casa.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Como representar Superfícies
![]() |
| Jean-Baptiste Siméon Chardin |
Jean-Baptiste Siméon Chardin é um dos maiores mestres
da história da arte. Os objetos de sua própria casa, que ele retratou, foram selecionadas por suas formas, texturas e cores. Eram simplesmente
pintados para transmitir o prazer visual que ele experimentou em olhar para
eles. Como seu amigo, o crítico de Diderot colocou, "Para olhar quadros de
outros artistas, parece que eu preciso pedir emprestado um par diferente de
olhos. Para olhar para quadros de Chardin, eu só tenho que manter os olhos que
a natureza me deu e fazer bom uso deles."
O que Chardin procurava era um efeito global: uma unidade
de tom, cor e forma. Suas naturezas mortas revelam-se lentamente, com seus
objetos gradualmente emergindo de seu fundo sutilmente enfraquecido, convocado
como o escritor Marcel Proust coloca, "fora da escuridão eterna em que
eles foram enterrados."
![]() |
| Jean-Baptiste Siméon Chardin |
A estrutura física do pigmento determina se ele será
opaco, semi-opaco ou transparente. Por exemplo, quando visualizados através de um microscópio, os
pigmentos de ftalocianina pura aparecem translúcidos, como se fossem feitos de
vitrais. Esta transparência característica torna a cor adequada para
técnicas de veladura e para uma mistura de cores limpa. Pelo contrário, um pigmento de cádmio é bastante denso e
opaco, não permitindo praticamente a transmissão de luz. As cores
naturalmente opacas são mais adequadas para aplicações que exigem o máximo
poder de cobertura.
Com a experiência, o pintor pode aprender a tirar partido
da opacidade ou da transparência naturais relativas das cores de qualidade,
explorando essas qualidades de modo a conseguir uma gama praticamente
ilimitada misturas.
É justamente este conhecimento que precisamos na
representação exata de uma superfície.
Estanho, prata, ouro, cobre, cerâmica, porcelana ou vidro
- cada uma destas superfícies possui uma singularidade cromática.
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domingo, 3 de abril de 2011
Meu quadro desbotou!
Isto provavelmente tem a ver com a marca da tinta que você escolheu.
Existem inúmeras marcas no mercado, cada uma com suas características próprias. Basicamente, podemos dividir em tintas profissionais - sempre elaboradas com pigmentos de melhor qualidade e tintas para principiantes, mais baratas e naturalmente menos resistentes.
As tintas para profissionais são de alta qualidade e feitas com os mais finos pigmentos. Apresentam firme consistência por serem trituradas com uma quantidade mínima de óleo e têm a propriedade de conservar a intensidade da cor, mesmo quando expostas à luz.
A maioria dos fabricantes usam códigos que indicam a durabilidade de cada cor.
Os mais usados são:
**** ou AA> indicam cores extremamente duráveis.
*** ou A > indicam cores duráveis, geralmente vendicas como "permanentes".
** ou B > Indicam cores moderadamente duráveis.
* ou C > indicam cores efêmeras que desbotam quando expostas à luz.
Preferencialmente trabalho com tintas da Winsor&Newton.
A qualidade dos produtos é excelente!
Confira algumas dicas que eles disponibilizaram em um detalhado livro sobre cores a óleo que você pode salvar em pdf:
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Nem só com óleo se faz tinta (2)
De origem controvertida, alguns historiadores afirmam que o seu berço é a Índia e outros a China, sendo também conhecida como tinta da China.
Tem uma tradição de vários séculos na caligrafia e pintura chinesa e japonesa. Originalmente era fabricada a partir de óleos vegetais carbonizados. É muito negra, com grande poder de cobertura e quando seca é indelével. Existe líquida ou em bonitos lingotes, moldados com baixos relevos, que se diluem em água (de preferência destilada).
Encontra-se à venda outra modalidade, em pequenos tubos ou frascos com um bico que permite depositá-la em aparos, tira-linhas e canetas estilográficas.
- AQUARELA
Técnica de grande dificuldade e que exige uma aprendizagem demorada para que se possa conseguir resultados de qualidade, a aquarela é fabricada a partir de pigmentos moídos em pó, misturados com goma arábica.
Também se misturaram outros aditivos a estes, como glicerina, mel e outras substâncias para aumentar a transparência e retardar a secagem. A aquarela caracteriza-se pela transparência das suas cores. As tintas existem à venda em estado sólido (pastilhas), pastoso (tubos) e líquido (frascos). Em qualquer dos casos usa-se a água como solvente até se obter o tom pretendido.
- GUACHE
Usado desde a idade média, nas iluminuras, é utilizado até hoje, fartamente, pelo desenho publicitário. Existem habitualmente em tubos e também em pastilha.
Outrora preparado tendo como ligante a goma arábica, é constituído por pigmentos coloridos moídos em pó aglutinados com um pigmento plástico (médium) e pigmento branco opaco. Diferencia-se da aquarela pela sua qualidade opaca, as cores claras podem ser colocadas em cima de outras mais escuras, desde que já secas.
- ÓLEO
As tintas a óleo são feitas de pigmentos perfeitamente triturados e aglutinados pela ação de um produto oleoso, geralmente óleo de linhaça ou papoula, o que dá origem a uma pasta espessa, ou seja, a tinta em sua forma comercial.
A tinta poderá ainda ser diluída em variados óleos e solventes, à título de "médiuns", criando efeitos surpreendentes.
- ACRÍLICA
Certamente a mais versátil das técnicas – Um dos mais modernos médiuns de pintura, a tinta acrílica foi criada recentemente, na década de 40, e continua sendo aperfeiçoada até hoje. De grande versatilidade pode ser usada desde finas camadas, totalmente diluída, como as aquarelas, produzindo efeitos fluidos e transparentes até grossos impastos espatulados criando volume e textura.
As tintas acrílicas geralmente são feitas com os mesmos pigmentos que as tintas a óleo e as aquarelas. A principal diferença é que na acrílica estes pigmentos, ao invés de triturados em óleo de linhaça ou goma arábica, são ligados por uma resina plástica sintética. São encontradas no mercado em tubos ou em potes.
Seu efeito, depois de seca, é o de uma camada plástica, transparente, de grande brilho e luminosidade. A secagem rápida, a boa permanência das cores e o custo reduzido a transformaram hoje na escolha de muitos artistas profissionais.
- ALQUÍDICA
Conhecida largamente na construção civil e na pintura automobilística, há aproximadamente 20 anos a resina alquídica foi introduzida no material artístico como resposta aos pintores que utilizavam a tinta a óleo por suas possibilidades de ilusão de profundidade querendo, entretanto, usufruir a rapidez de secagem que a tinta acrílica oferece.
O meio alquídico é fabricado a partir de óleos vegetais naturais, reconhecidamente da soja, polimerizado através da aplicação de álcool e ácido. O resultado desta mistura é uma resina que misturada com um solvente adequado adquire a consistência do óleo de linhaça tradicional, mas que mesmo podendo ser manipulada por aproximadamente 4 horas alcança completa secagem após 24 horas da aplicação.
- ENCÁUSTICA
Era uma técnica muito usada na Grécia no século V a.C. até o século IX d.C., quando caiu em desuso. A reconstituição desta técnica foi possível em 1845, quando foi descoberta uma caixa de pintura encáustica no túmulo de um pintor em uma cidade francesa.
Nesta técnica, o artista mistura cores em uma cera aquecida e derretida. Esta cera é aplicada na superfície a ser pintada; como é de secagem rápida, usa-se também colocar uma lâmpada ou outra fonte de calor sob o suporte da pintura; o calor amacia a tinta de cera, permitindo que o pintor obtenha vários efeitos de cor e textura.
- AEROGRAFIA
A aerografia (escrita a ar) – técnica em que a tinta é aplicada através de uma pistola de ar comprimido – tem, como o carvão, talvez a mais antiga história dentre os meios de pintura, desempenhando um papel fundamental na evolução da arte popular do Sec. XX, e despertando a curiosidade de todos por sua sutileza e precisão.
Imagens produzidas para cartazes, anúncios, livros, revistas, capas de discos e desenhos animados fazem hoje parte do nosso cotidiano.
Alguns historiadores acreditam que as imagens das cavernas Lascaux foram feitas dentro de um conceito de aerografia onde a tinta teria sido soprada através da cavidade de ossos de animais.
A partir de nomes como Abner Peeler (1878), Liberty Walkupe (1883) e do aquarelista Charles Burdick (1893), a maioria dos ilustradores gráficos a partir de 1920 passou a fazer uso da técnica e na década de 60, também os artistas plásticos romperam o preconceito contra o aerógrafo, considerado até então apenas como uma "ferramenta de desenhista" e passaram a empregá-lo em suas criações.
A partir de nomes como Abner Peeler (1878), Liberty Walkupe (1883) e do aquarelista Charles Burdick (1893), a maioria dos ilustradores gráficos a partir de 1920 passou a fazer uso da técnica e na década de 60, também os artistas plásticos romperam o preconceito contra o aerógrafo, considerado até então apenas como uma "ferramenta de desenhista" e passaram a empregá-lo em suas criações.
- ARTES DO FOGO
A pintura em porcelana, a faiança e o fusing são assim denominadas por que as tintas precisam ser fixadas (queimadas) em fornos de alta temperatura.
A história da cerâmica começa com a descoberta do fogo. O homem verificou que, ao ser queimada, a argila transformava-se em material inalterável pela água. A versatilidade da cerâmica está diretamente ligada à versatilidade do próprio homem. Desde o início ela foi usada para a confecção de objetos decorativos e utilitários. Figuras religiosas, vasos, porta-mantimento eram parte da função da cerâmica. Trata-se de uma das grandes artes da civilização. Há milênios, sob todas as suas formas - barro esmaltado ou não, faiança ou porcelana -, a cerâmica está presente em todos os lares humildes ou aristocráticos.- PINTURA EM SEDA
Com alguma similaridade à aquarela, a Pintura em Seda foge da convenção de ARTESANATO e é considerada também como ARTE. Atualmente tão popular no mundo da moda, a pintura em seda é a arte de aplicar pigmentos aos fios de seda, não apenas em peças de vestuário, como em peças de decoração e até mesmo em quadros.
Quase tão antiga como a própria seda e de fácil e rápida aplicação, a Pintura em Seda não exige nenhum conhecimento anterior em artes plásticas. Sua mágica vem das ilimitadas combinações subjetivas que permite.
Diversos são os tipos que podem ser empregados e a escolha dependerá mais da disponibilidade do que do efeito final, pois todas se prestam maravilhosamente para belas pinturas. Técnicas mais tradicionais como o batik e outras de inspiração oriental remetem a belíssimos resultados!
Enquanto somos crianças, encontramo-nos em um estado permanente de curiosidade que leva à criação, e depois ao crescermos, prevalece a crença de que a criatividade é uma característica inata que não pode ser cultivada – ou você é criativo ou não é.
Poucas pessoas entendem que podem aprender a ser mais criativas.
A criatividade não é um dom especial, que privilegia alguns poucos seres viventes. Todo ser humano possui um potencial criativo que na maioria das vezes permanece oculto. Cada vez mais as pessoas precisam liberar a sua criatividade e desta maneira permitir que os seus talentos internos aflorem e desta forma possam enriquecer suas vidas pessoais e profissionais.
Quando lidamos com o nosso dia a dia estamos ao mesmo tempo lidando com questões ligadas à composição artística, à combinação das cores, das palavras, dos sons, das idéias. Tudo esperando se manifestar através da nossa criatividade.
A falta de autoconfiança e o medo da crítica são, muitas vezes, os principais obstáculos para a criatividade. É importante acreditar em si próprio e ousar falar aos outros sobre as suas idéias. Todos nós temos um modo de ser, da mesma maneira que todas as flores tem a sua beleza única e insubstituível.
Resta-nos buscar uma maneira de expressá-lo com a mesma singeleza daquele desenho de criança que tanto nos satisfez um dia.
Resta-nos buscar uma maneira de expressá-lo com a mesma singeleza daquele desenho de criança que tanto nos satisfez um dia.
Entendendo isto parta para a prática e então você poderá dizer:
--" Eu também sou criativo!"
--" Eu também sou criativo!"
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domingo, 20 de março de 2011
Nem só com óleo se faz tinta!
A pintura acompanha o ser humano por toda a sua história, mas é a partir da revolução da arte moderna e das novas tecnologias que os pintores adaptaram técnicas tradicionais ou as abandonaram, criando novas formas de representação e expressão visual.
No séc. XX a noção de instrumento, material e suporte artístico alargou-se enormemente com a alteração e a integração de novos conceitos na arte. Assim, o próprio corpo humano é considerado "material" e "suporte", como na "body Art". Objetos já existentes, que foram tirados do seu contexto habitual e integrados no domínio artístico, como os "ready made" dos grupos Dada e Surrealista, são também exemplos de novas e revolucionárias acepções dos termos suporte e material. Nas "instalações", "happenings" e "performances", atuações e intervenções artísticas, os materiais e suportes não têm regra e são condicionados pelo caráter original da idéia expressiva.
A escolha dos materiais e técnicas adequadas está diretamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido.Dentre as técnicas mais conhecidas na elaboração da arte visual podemos relacionar:
- CARVÃO
- SANGUINE, SÉPIA E PEDRA NEGRA
- GIZ PASTEL
- GIZ ÓLEO
- LÁPIS DE COR
- LAPIS GRAFITE
- NANKIM E AGUADAS
- AQUARELA
- GUACHE
- ÓLEO
- ACRILICA
- ENCÁUSTICA
- ALQUÍDICAS
- AEROGRAFIA
- TÉCNICAS DO FOGO
- TÉCNICAS DA SEDA
O carvão é um material clássico no desenho, talvez o mais antigo. Já os homens primitivos usavam galhos queimados para desenhar. Usa-se para esboçar ou para desenhos definitivos de acordo com o suporte e a intenção.
- SANGUINE, SÉPIA E PEDRA NEGRAConhecida desde o paleolítico, a sanguínea ou sanguine começa a ser usada com profusão por volta de 1500. É na Renascença e no Barroco que artistas como Leonardo da Vinci, Rafael e Rubens usam a sanguínea de uma forma notável.
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| Peter Paul Rubens |
Os efeitos de "esfumato" que empregaram são admiráveis. Os artistas italianos usaram a sanguínea, quer isoladamente, quer combinada com outros materiais. A sua cor quente e suave será talvez a razão para ter sido usada no desenho de representação do corpo humano através da história.
O uso combinado da sanguínea, pedra negra e uma espécie de giz branco, foi no séc. XVI abundantemente empregado, sobretudo para o retrato.
A sépia foi usada pelos artistas ao longo da história para desenhar, sobretudo, paisagens. Pode ser diluída com água ou misturada no decurso de aguadas e aquarelas, embora de forma controlada para não se perderem as características dos vários materiais.
Pedra negra ou Pierre Noire é uma pedra negra natural de xisto argiloso, contendo partículas de carbono que lhe dão o tom escuro que vai do cinzento ao negro muito usada no desenho. É muito macia e parte-se com facilidade em vários pedaços.
Muitos artistas italianos, como Cennino Cennini, Botticeli e Rafael usaram a "pedra negra" da mesma forma que usavam o carvão, com esfuminhos para misturar e espalhar no desenho, criando assim jogos de claro escuro notáveis.
- GIZ ÓLEO
- LÁPIS DE COR
Existem lápis de durezas diferentes, e de três tipos principais: os de mina grossa e relativamente macia, resistentes à luz e água e não precisam de fixador. Os de mina mais fina e mais dura, são usados para desenhos com muito detalhe, também resistentes à água. Os lápis com minas solúveis em água (aquareláveis) permitem um trabalho misto de desenho e aquarela.
O grafite foi descoberto na Baviera por volta de 1400, não lhe tendo sido dado na época o devido valor. A história do lápis remonta a 1564, quando se descobriu em Inglaterra um filão de grafite puro. A coroa inglesa mandou então abrir minas para se obter grafite como material de desenho. Estas minas forneceram grafite a toda Europa, até se esgotarem as suas reservas no séc. XIX.
Em 1761, na Alemanha, Faber criou uma pequena oficina de fabrico de lápis. Misturava duas partes de grafite com uma de enxofre. Ao mesmo tempo Napoleão, encomendou a Conté a exploração de processos de fabricar lápis para substituir os importados. Apareceu então uma nova espécie de lápis que consistia na mistura de terra (argilas), grafite e água, que eram solidificados por cozedura e colocados em ranhuras de madeira. No próximo post continuamos esta apresentação!!
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