Mostrando postagens com marcador arte é. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte é. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O que a Observação tem a ver com o Desenho?

Desenhar é um processo curioso, tão interligado ao processo de ver que seria difícil separar um do outro. A capacidade de desenhar depende da capacidade de observar.


“Aprendi que, quando não desenho uma coisa, não chego a vê-la realmente; e que, quando passo a desenhar uma coisa comum, verifico quão extraordinária ela é - o milagre que ela é.”


Frederick Franck









Quando desenhamos precisamos pensar concretamente e não, como de costume, simbolicamente ou abstratamente. Queremos saber como são as coisas visualmente, e não o que representam. Por isto OBSERVE. Observe muito, antes de qualquer desenho.

A observação é um meio seguro para se adquirir o domínio sobre a percepção visual e sobre o espaço no qual se desenvolve a obra de arte, seja ela bi ou tridimensional, e leva-nos a conhecer todos os elementos que compõem a linguagem gráfica. É um meio para que se conheça a linguagem da arte visual, através de uma investigação da realidade plástica à nossa volta, e para que cada um conheça sua própria maneira de lidar com esta linguagem.

Independente da abordagem que deseje dar ao seu trabalho, se gestual ou realista, o estudo das proporções corretas é fundamental para uma representação convincente.





Os cadernos de grandes artistas como Rembrandt, van Gogh, Toulouse Lautrec, contêm grande número de esboços. Trata-se de um exemplo que vale a pena seguir: carregar sempre consigo um pequeno bloco de esboços e registrar pessoas em situações diversas, com traços rápidos, aprendendo assim a representar o sentido artístico até das situações mais comuns e prosaicas.






segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um bom jogo

Olá pessoal!
Como comentei em meu ultimo post, o 'deFátima atelier' está de blog novo, desenvolvido para que você tenha acesso fácil a todos os nossos Cursos de Arte ONLINE. 

Iniciei a ensinar desenho em 1992. Já se vão vinte e quatro anos. São assim muitos anos de aplicação e experiência que este método tem atravessado e ainda continua tão atual. Por que?
Ora, sabemos que o melhor da Internet é que ela é um recurso de comunicação ilimitado. Ao conectar-se à Internet, você se junta a uma rede que integra tudo.

Essa diversidade caberá inteira dentro dos grupos de discussão, nos fóruns ou nos chats (salas de bate papo) e, neste ambiente onde cada um pode expor sua visão de mundo, o iniciante em artes não necessitará de respostas prontas, e sim de uma orientação que não o leve ao adestramento, através de meras cópias impensadas, mas que o provoque a buscar a sua maneira.

Como todo bom jogo, este também dependerá da desenvoltura dos dois lados envolvidos:

-     O professor: precisa ser experiente, apoiado por uma equipe ousada que deseje passar o conhecimento em sua plenitude, levando o aluno a desejar aprender e querer sempre mais.

-     O aluno: precisa estar motivado não apenas pelo desejo de aprender como pela movimentação e espontaneidade do ambiente virtual.

Em um dos seus brilhantes artigos, José Manuel Moran  explica com clareza o fato de que “quando olhamos para nossa experiência em sala de aula, um bom curso é aquele que nos empolga, que nos surpreende, que nos faz pensar, que nos envolve ativamente, que traz contribuições significativas e que nos põe em contato com pessoas, experiências e idéias interessantes.” 

Aprofunde o assunto:

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A arte é decisiva

Para Maria de Fátima Seehagen, a arte é decisiva “na ética e na estética de uma sociedade melhor”, pois, está relacionada aos primórdios da raça humana como aspiração de comunicação. Em artigo, questionamentos acerca deste processo no mundo contemporâneo.

“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”. John Dewey. Aprender é um processo que mobiliza tanto os significados como os sentimentos, ou seja, tanto os símbolos como as experiências a que eles se referem. Assim a necessidade de aprender arte estaria relacionada com a necessidade de comunicação mais primária do ser humano. No caso do aprendizado da arte ficarão completamente abandonados objetivos como conseguir um diploma, um emprego ou ganhar dinheiro. A aprendizagem estará ligada, aqui no mais verdadeiro sentido, à ampliação dos elementos de linguagem com os quais o indivíduo irá relacionar o seu eu com os eventos do mundo. De posse do conhecimento aprendido, o ser humano irá além da comunicação, à expressão. Mais do que apenas transmitir conceitos poderá, estimulados os seus mecanismos de criação, reflexão e percepção, manifestar os seus sentimentos.

Apesar dos slogans negativos de que “arte não se aprende”, “arte não é para se compreender”, o ensino da arte em todos os grupos, independente da classe social ou da faixa etária é de suma importância no processo de construção do conhecimento, possibilitando o desenvolvimento integral do ser humano.

Para Henri Lefebvre, a arte é social não apenas pelo sentimento compartilhado, mas também pela solicitação. Ao buscar a arte, mais do que a aprendizagem de uma técnica, o indivíduo busca uma aliada na expressão da sua sensibilidade perante o mundo. Por ser uma situação inusitada, o ensino à distância de técnicas artísticas, desafia o professor que a isto se propõe, fazendo-o repensar as mais simples questões como ensinar um aluno a pegar no pincel ou a reconhecer a face correta de um determinado tipo de papel, posicionar um modelo, desenvolver a sua criatividade e expressar a sua sensibilidade.


Como dividir este conhecimento através de um contato intermediado por uma mídia virtual? Como estabelecer uma linha de pensamentos sutis que envolvem sentimentos, estando tão afastados no espaço presencial? A partir do reconhecimento das necessidades, possibilidade e expectativas do aluno, que é o protagonista desta história - a essência do ensino a distância. No ensino de técnicas artísticas, a teoria não será suficiente para dizermos que um assunto foi assimilado. A aprendizagem deverá levar em conta demonstrações, a aplicação dos conhecimentos através da experimentação. Um atelier virtual deve ter a sua arquitetura desenhada de modo que os artistas iniciantes tenham a possibilidade de manipular elementos visuais, arranjando, organizando formas, cores e linhas, até que possam, expostos a situações similares às reais, tecer o seu próprio estilo, a sua própria maneira de expressar seus sentimentos com técnica apurada e segura.



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Mapeamento Mental


Uma carreira bem-sucedida é, invariavelmente, construída sobre fracassos criativos bem-sucedidos.


Estratégias criativas podem ajudá-l@ com isto.


O MAPEAMENTO MENTAL é um processo de escrita visual onde ao invés de anotar as suas ideias de uma maneira ordenada e sequencial, como se faria em um resumo, você irá anotá-las, a partir de um ponto central, distribuindo-as em uma folha, com suas inter-relações, derivadas, associações, consequências, etc.



Para fazer um mapa mental:
•     Pegue leve : comece experimentando para pequenos problemas.
•     Pense rápido : marque um tempo relativamente curto para terminar, como se estivesse trabalhando sob pressão.
•     Não julgue : apenas anote.
•     Elimine barreiras : use qualquer papel, a qualquer hora, em qualquer lugar que der vontade.
•     Comece do centro : localize o seu problema no centro.
•     Associe livremente : puxe setas, faça rabiscos, junte idéias.
•     Mantenha a sua mão em movimento: se parar de ter idéias, rabisque, desenhe, faça até o jogo da velha, se preciso!
•     Organize este material só quando tiver tempo.

No 'Caminho do Artista', Julia Cameron comenta que " um jóquei experiente usa o seguinte truque: coloca o cavalo inexperiente atrás de um cavalo mais idoso, mais calmo e mais experiente. Você também pode fazer isso.

- Você conhece alguém que trabalhe com arte? Pergunte a essas pessoas como elas conseguiram. 
                      
- Você conhece alguém que tenha reescrito um texto com sucesso? Pergunte a essas pessoas como conseguiram.

- Você conhece alguém que tenha sobrevivido a uma crítica devastadora? Pergunte a essas pessoas como elas conseguiram.

O ego quer sempre alegar auto-suficiência. Prefere assumir a postura de solitário criativo do que pedir ajuda. Peça de qualquer forma - sempre haverá alguém disposto a ajudar."




segunda-feira, 27 de julho de 2015

STENCILMANIA

Confeccionando os seus próprios moldes você poderá criar uma infinidade de motivos para diversas técnicas e também para a pintura em tecido, diferenciando e valorizando o seu trabalho.


A pintura em stencil consiste em pintar através de um molde vazado.
Pode ser aplicada sobre paredes, tecidos, madeira, cerâmica, vidro, porcelana... tudo, simplesmente tudo, variando apenas o tipo da tinta a ser empregada.

Os moldes você os encontrará  centenas nas casas especializadas, mas o gostoso mesmo é fazer os próprios moldes, de acordo com o seu gosto e a necessidade da decoração que estiver planejando.

É sobre este assunto que vamos falar hoje: como fazer moldes para stencil.

Você vai precisar do seguinte material:
 • 1 fl. de cartolina ou papel duplex
• 1 fl. de papel manteiga
• 1 vd. de termolina leitosa
• lápis para desenho
• borracha
• 1 estilete de ponta fina do tipo x-act ou similar
• uma base de vidro para corte do stencil (opcional)
• 1 pincel tigre ref.815, nº 20 ou similar

Para preparar o seu próprio molde vazado, proceda da seguinte forma:

1- Passe o desenho desejado para uma cartolina ou papel duplex.

Você pode escolher qualquer desenho que encontrar em revistas, independente de ser um modelo especificamente para pintura. Copie-o em papel manteiga e transfira para cartolina como um decalque.

2- Com o pincel  chato nº 20, aplique 3 demãos de TERMOLINA LEITOSA , nas duas faces da cartolina ( na frente, onde você desenhou e atrás ), intercalando a secagem.
 Note que é preciso que uma demão esteja completamente seca antes da aplicação da próxima.

3- Recorte o molde usando uma lâmina do tipo x-act, D- 500 ( estilete de ponta bem fina ), apoiando a cartolina em uma placa rígida.
(o vidro se presta bem para este serviço. Só não use o tampo da mesa da sala de jantar...Vai riscar! )


 Este tipo de molde poderá ser usado com qualquer tipo de tinta. Para limpá-lo após o uso bastará que você passe um paninho úmido.
Veja os modelos que escolhemos para você:







segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abstração Geométrica

Quando o significado de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser chamada: pintura abstrata. Quando esta pintura abstrata se apoia na geometria temos o abstracionismo geométrico.

As pesquisas geométricas, fazem parte significativa da arte abstrata a partir do século XX. 

Muito além do poder decorativo, o abstracionismo geométrico teve razões outras na sua criação. Malevich, por exemplo, soube ler o espírito de seu momento histórico. Não o espírito de tristeza representada pela destruição, mas aquele de esperança frente ao desconhecido, aquele da
crença em que todo homem é igual, a despeito de sua raça, credo ou nacionalidade. Uma crença de resistência e luta. Uma crença que pertence ao mundo dos sonhos, onde tudo e todos se confundem no que cada indivíduo é. Malevich apreendeu o mundo destruído em que vivia e ousou buscar uma utopia. 
Kazimir Severinovich Malevich, (em russo: Казимир Северинович Малевич (Kiev, 12 de fevereiro de 1878 – São Petersburgo, 15 de maio de 1935) foi um pintor abstrato soviético.
Piet Mondrian



Mas a arte abstrata de cunho geométrico não aparece exclusivamente na obra de Malevich. Surge, também, na obra investigativa do russo Wasily Kandinsky (1866-1944), primeiro artista a trabalhar com abstração geométrica pura (sem a referência visual da realidade) e autor, dentre outras obras fundamentais para o entendimento da arte moderna e da abstração geométrica, de Do espiritual na arte (1912), e entre os artistas do Neoplasticismo ou De Stijl, notadamente no trabalho de seu maior e mais conhecido expoente, o pintor holandês Piet Mondrian (1872-1944). 







Conhecer e compreender as bases deste tipo de expressão irá facilitar ao artista o seu próprio desenvolvimento dentro do abstracionismo geométrico.

Bryce Hudson
Apesar da criação ser um ponto importante neste tipo de pintura, a artesania na aplicação das tintas tem igual valor. O artista deve dedicar-se à aplicação perfeita das tintas, de forma que realce os efeitos criados, proporcionando assim, maior valor a obra.

CURSO DE ABSTRACIONISMO GEOMÉTRICO
online

módulos customizados de acordo com a necessidade do aluno.

consulte:
61 33276627

inscreva-se:

Bora aprender!




quinta-feira, 15 de maio de 2014

Um convite à Interferência

A arte contemporânea vive um momento em que as junções e as sobreposições das tecnologias existentes abrem caminho para experiências novas, favorecendo a "expansão das artes".
 
 
Neste campo, a pintura sobre fotografias, aqui tratada por “interferência” desenvolve uma produção em que as questões da obra única (artesanal) e da reprodutibilidade técnica (industrial) interpenetram-se e hibridizam-se evidenciando a dialética entre o desenho/pintura e a fotografia, entre trabalho de autor e produção industrial.
 
Interferências de Fátima Seehagen sobre fotografia de Waldemar Seehagen:


Na arte contemporânea podemos definir interferência como ‘a ocupação do mesmo espaço e tempo por objetos, gestos e ações distintas’.

A interferência realiza-se na prática do cotidiano, como o uso do controle remoto na programação televisiva (efeito zapping).


Moholy-Nagy
O desenvolvimento das experiências artísticas com a fotografia expande-se por vários procedimentos técnicos, desde o uso das possibilidades do próprio equipamento (como o desfoque, abertura e velocidade do diafragma, etc.), passando pela fotomontagem, até aos fotogramas (foto sem câmara) dos quais Man Ray e Moholy-Nagy foram os precursores; o primeiro nos Estados Unidos, e o segundo na Alemanha, na Bauhaus.
Na fotografia ela pode acontecer no próprio filme, quer seja ele negativo ou positivo e nas reproduções (ampliações).
As interferências são criadas a partir do conflito entre a ótica fotográfica e o universo ideográfico, como materialização de um universo imaginário.
 
 
aluno do curso online de INTERFERENCIA FOTOGRAFICA
http://www.defatima.com.br/saladeaula/INDEXNOVO24.htm
 


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

História da Arte 2014


Das Rupestres às Performances

Desde que se iniciou um estudo sobre a história da arte, por volta do séc.V, inúmeros são os conceitos já elaborados sobre o que seja ARTE, ainda assim, chegamos aos dias de hoje sem uma conclusão que evidencie a participação da arte em nossas vidas e efetivamente a defina.
Na antiguidade classificavam-se as artes em duas grandes categorias:
as servis ou mecânicas e as liberais. Nas artes servis encontraremos indistintamente todas aquelas que necessitem do uso das mãos e nas artes liberais nos depararemos com a gramática, a dialética, a retórica, a geometria, a aritmética, a astronomia e a música, atividades estas, que necessitam do uso da mente.

 
Havia naquela época o conceito de que as atividades que exigissem a participação do raciocínio, ou seja, fossem guiadas pela razão, deviam estar subordinadas à atividade do intelecto, considerado como a intuição intelectual, que diria respeito aos princípios transcendentes, vindo tudo, na verdade, a dar no mesmo, visto que neste período a humanidade já se achava em grande parte dominada pelo uso excessivo do raciocínio em detrimento da verdadeira intuição que a liga à sua origem espiritual.

Ao final da Idade Antiga, alegando-se que antes da operação manual sempre precede a operação mental, procurou-se libertar as artes servis do caráter inferior à qual era subjugada, pois os trabalhos manuais ocupavam então uma posição inferior ao trabalho intelectual, ainda que este trabalho resultasse em obras de arte. O célebre Leonardo da Vinci, que viria a criar a primeira Academia de Arte, em Milão (por volta de 1507), também desenvolvia o seu pensamento com semelhante convicção, acentuando o caráter intelectual da atividade artística, de onde a sua declaração: -L’arte é cosa mentale!”
 
No entanto, da mesma maneira que hoje percebemos não ser este um conceito suficientemente claro para definir o que seja ARTE, já naquela época, vários estudiosos também não se contentaram apenas com o uso do termo artes liberais para pintores, escultores e arquitetos. Discutia-se que: se a propriedade da liberalità, ou seja, das artes liberais, era libertar a carne do espírito, a arte deveria ser obrigatoriamente nobre. Naturalmente aqueles que assim se expressaram pensavam nas qualidades do ser humano, consideradas como nobres, no entanto, uma confusão de conceitos foi instalada: por nobreza entendeu-se uma classificação sócio econômica, chegando-se ao absurdo de propor a proibição do exercício da pintura por plebeus! Diga-se de passagem, uma atitude que nada tinha de nobre!
– Águas passadas.

Quando observamos um objeto de arte, nosso interesse estético se agita e notamos que arte não é apenas uma coleção de coisas de museu, e a obra de arte não é apenas um objeto histórico e cultural que se pode explicar pelas condições em que foi criada, como o propõe a crítica de arte. As emoções que vivenciamos ao observar obras artísticas, independentemente do período ou forma como foram criadas, leva-nos a questionar o motivo que provoca tal reação. Esta reação natural e abrangente ocorre mesmo sem a participação manipuladora da crítica de arte, pois a arte possui autonomia suficiente para, enquanto linguagem, ter os seus códigos decifrados pelo público ao qual se destina.

Deixando os conceitos ditados pelo raciocínio de lado, observamos que a arte, em qualquer uma de suas manifestações, é uma expressão humana transformada em símbolos. Ela aparece nos primórdios das civilizações, assim como surge nas primeiras manifestações do homem como indivíduo, como podemos perceber facilmente nas crianças, que, em nossa volta, desenham, pintam, dançam e cantam, sem parar, com total desenvoltura quando livres de pressões externas ao seu comportamento natural.

Assim como não depende da época, a necessidade de manifestação artística também não depende da geografia, ou seja, a encontramos nos países dos mais variados climas, em todas as raças, independentemente do progresso técnico, entre pobres ou ricos, cultos ou não.

Onde então procurar a verdadeira natureza da emoção estética?

Confira abaixo, na LINHA DO TEMPO, os períodos analisados durante o curso ONLINE 'Das Rupestres às Performances' e faça a sua inscrição!





quinta-feira, 19 de maio de 2011

Segredos do Ofício II

“ À pintura pois. Para o que der e vier. De preferência sem dor. Com prazer e paixão. A pintura está aí, entrando pelos poros, pelo nariz, pelos ouvidos, indo direto ao coração antes mesmo de passar pelo cérebro. A pintura voltou a ser um vale-tudo. Ótimo. Dizem que é bad painting, eu a vejo linda. Dizem que é feia, ultrajante, eu a sinto sensualíssima. Tem seis dedos, um olho só e manca de uma perna. I love her.”
Esta introdução é só para poder indicar o livro do Frederico Morais:
“Arte é o que eu e você chamamos de arte”
– Sempre atual - vale conferir!

À pintura pois!

Uma infinidade de azeites pode ser usada na pintura a óleo, dependendo do efeito que queremos. Observe que os azeites de pintura não devem ser acrescentados à tinta de uma maneira aleatória, normalmente são misturados a um diluente apropriado.


ÓLEO DE LINHAÇA
: Obtido das sementes do linho que depois de finamente moídas são prensadas por diferentes procedimentos. As condições climatológicas, os sistemas de cultivo e os procedimentos de obtenção afetam a qualidade deste óleo, que quando de boa procedência deve ser fluido e de cor amarelo claro. Na verdade, este azeite não seca e sim, passa do estado líquido para o estado sólido perdendo peso progressivamente.

Vamos encontrar diversas variações:


ÓLEO DE LINHAÇA PRENSADO A FRIO
: É o mais puro e o mais caro dos óleos de linhaça.
Tem a função de melhorar a fluidez, aumentar o brilho e a transparência da tinta.

ÓLEO DE LINHAÇA PURIFICADO: Quando de boa qualidade constitui uma excelente alternativa. Tem uma consistência mais fina que o óleo prensado a frio e a cor varia do amarelo claro ao marrom. Quanto mais claro, melhor será a qualidade. Torna a secagem da pintura a óleo mais lenta.

ÓLEO DE LINHAÇA POLIMERIZADO OU ‘STAND OIL” : Apresenta como principal vantagem o fato de propiciar maior deslizamento ao pincel, evitando as marcas das pinceladas, além de tornar a secagem ainda mais lenta.
É o óleo adequado para veladuras e pormenores. Devido à consistência espessa deve ser usado com uma maior proporção de diluente.

ÓLEO DE LINHAÇA BRANQUEADO: Acelera a secagem da pintura a óleo. Por sua cor descorada é o ideal para pinturas claras e áreas onde se use muito o branco.

ÓLEO DE LINHAÇA ESPESSADO AO SOL: é o mais apropriado quando se precisa de uma secagem rápida, no entanto por sua consistência demasiadamente viscosa, necessita de muito diluente. Aumenta consideravelmente o brilho da pintura a óleo.
Lembre-se sempre que produtos mais baratos podem ser de baixa qualidade e afetar a coloração da sua pintura.

Investindo em um bom material e terá sempre melhores resultados.

Para minimizar a possibilidade de amarelecimento, não abuse do uso do óleo.

Você pode produzir em casa o seu óleo de linhaça espessado ao sol:

Coloque o óleo de linhaça purificado em um vidro e cubra-o com um paninho de modo a permitir a circulação do ar, protegendo o produto contra impurezas. Deixe-o ao sol durante várias semanas, agitando-o de vez em quando, delicadamente.

ÓLEO DE PAPOULA: Muito claro e leve, tem como vantagem sobre o óleo de linhaça que a pintura não amarelece com o tempo e como desvantagem o fato de ser muito mais caro. Mantém as cores claras como no momento em que foram pintadas, no entanto, tem uma ligeira tendência ao fendilhamento.

Pode também ser preparado em um médium da seguinte maneira:

1 porção de óleo de papoula + 3 poções de óleo de linhaça + 3 poções de diluente.

Se todos os materiais empregados forem de boa qualidade você terá
um excelente MÉDIUM PARA ÓLEO, que deverá ser usado de forma a não prejudicar a homogeneidade da pintura.