segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Está em suas mãos



     
Ao longo da História da Arte, as mãos têm sido protagonistas de várias obras, por seu grande significado, beleza própria, capacidade de manifestar desejos, sentimentos ou caprichos. 

  Vamos encontrar mãos fortes de super-heróis, delicadas de uma mulher, envelhecidas e enrugadas de um idoso, gorduchinhas de uma criança, e assim por diante. 

As mãos se movem com tanta sutileza que poderiam passar toda uma vida, desenhando-se uma à outra e não esgotariam as relações, sempre diferentes: mãos dadas, apertadas, cerradas, de amigos, juntas em oração...




Aprender a desenhar mãos pode tornar-se mais fácil do que nos parece em uma primeira tentativa se simplificarmos as formas, que mudarão de acordo com a posição do modelo.

O primeiro passo é, sem dúvida, entender a estrutura da mão. 

Observe na sua própria mão:


Movimente o polegar observando a relação entre os dedo


Finalmente experimente desenhar sua própria mão.
Este é apenas o primeiro passo na representação de uma forma extremamente significativa.
Se desejar, envie para mim o seu desenho para comentários. Será uma alegria ajudá-l@
fatelier@defatima.com.br


Albrecht Dürer

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pintura espatulada


A pintura contemporânea exige do artista uma forma de expressão cada dia mais forte e inovadora.

A espátula produz marcas mais rígidas do que o pincel, que podem acentuar os diferentes planos do motivo, criando efeitos de volume quase esculturais, transformando qualquer tema em uma imagem rica de expressão.

Utilizada desde o séc. V a.C, naquela época aplicada diretamente sobre o mármore, a pintura espatulada oferece opções diferenciadas de representação.



Feitas normalmente em aço forjado (as espátulas de plástico ficam reservadas para a tinta guache e aquarelas), podemos classificar as espátulas inicialmente em dois tipos:

As espátulas de paleta: Servem para misturar as tintas na paleta de maneira rápida e eficiente, para a limpeza da paleta após as seções de pintura e também para raspar a pintura na tela em efeitos especiais. Possuem uma lâmina reta, achatada e um pouco menos flexível, com a ponta arredondada.

As espátulas de pintura são usadas para aplicar a tinta sobre o suporte, preferencialmente telas, por serem estas mais flexíveis, cedendo ligeiramente ao toque da espátula.

Uma das maiores vantagens da espátula está na aplicação de camadas espessas e lisas, que captam a luz e produzem efeitos texturais interessantes. Através da alteração na pressão de aplicação, você conseguirá resultados variados de transparência e opacidade.


Trabalhando com uma espátula você poderá aplicar novas demãos de cores, sobre outras ainda úmidas, sem manchar a camada anterior, produzindo um efeito fresco e natural que dificilmente é alcançado com o pincel.

A aplicação se dará basicamente em duas técnicas:

O impasto é uma pintura feita com quantidades generosas de tinta, de tal modo que as marcas da espátula fiquem visíveis, dando, como já me referi anteriormente, uma qualidade textural à pintura.


O raspado acontece quando você raspa a tinta com a espátula, possuindo ou não a pintura, uma camada anterior.



No ensino de técnicas artísticas, a teoria não é suficiente para dizermos que um assunto foi assimilado. A aprendizagem deverá levar em conta demonstrações, a aplicação dos conhecimentos através da experimentação. Aqui, como em muitas outras ciências, decorar jamais poderá ser confundido com aprender. Aprender é um sistema de etapas - Aprendemos através de um contato real com a experiência proposta.


Com a sua arquitetura desenhada de modo que você tenha a possibilidade de manipular elementos visuais, arranjando, organizando formas, cores e linhas, até que possa definir o seu próprio estilo, a sua própria maneira de expressar seus sentimentos com técnica apurada e segura o deFátima atelier oferece  este curso "on line" e você pode acompanhar em qualquer horário, sem sair da sua casa.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

As cores de Terra



Você está cert@ - Estudar  as cores é a garantia de uma obra perfeita.

Juntamente com os negros de carbono pré-históricos e os brancos, as cores de terra, grupo de pigmentos obtidos de substâncias naturais, como os Terras de Siena, os Ocres e os Terras de Sombra, constituíam a maior parte da paleta dos pintores até à Idade Média. 
 Apesar de criados em laboratório, os novos óxidos de ferro sintéticos possuem uma estrutura física que apresenta muitas das qualidades que tornaram as cores terra originais tão extraordinárias.
A maior parte destas cores é neutra e pode ser obtida da mistura entre as cores primárias, mas a maioria dos artistas prefere adquiri-las prontas. 
Vamos conhecer isto melhor:
     

AMARELO OCRE - Usado no mínimo a 100.000 anos é a mais versátil das cores terrosas, é ao mesmo tempo discreto e quente.
 

TERRA DE SIENA NATURAL - É um terra amarelo natural.  Brilhante, transparente, mas com baixa força de tintagem. Em alguns casos, é substituído por óxido de ferro sintético.

A beleza dos contrastes tonais exerce fascínio em qualquer obra de arte

TERRA DE SIENA QUEIMADA - Geralmente um óxido de ferro sintético para imitar o brilho e a transparência do original. É uma cor necessária, mas não para ser usada sozinha  pois é muito crua. Produz porém, misturas profundas e escuras

SOMBRA QUEIMADA - Produzida a partir do Óxido de ferro natural é excelente para esboços.
É uma cor muito próxima do negro, com a diferença que o seu matiz tem um acentuado tom terroso, pardo escuro. Podemos chamá-lo de FABRICANTE DOS CINZAS.É a cor ideal para romper grandes contrastes.

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A vida é cheia de cores - até mesmo os cinzas!