segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Você tem uma caneta aí?

 O Desenho com "bico de pena" é muitas vezes subestimado como técnica.


Este é um desenho composto predominantemente por linhas as quais não delimitam simplesmente os objetos  desenhados, mas têm a intenção de explicitar seus sombreados ou texturas. Desta forma, o principal elemento deste tipo de desenho é o tracejado, trama ou textura: padrões gráficos que são usados para representar uma determinada textura, cuja manipulação e gradação de peso permite sombrear os objetos.  A aplicação dos valores tonais, organizados a partir de uma fonte de luz que indica zonas de luz e sombra, acentua a percepção de volume e tridimensionalidade dos objetos em uma composição, características que reforçam a ilusão de profundidade em um desenho. 

O bico de pena pode ser usado livremente. Não receie em reforçar ou corrigir linhas,
sempre com movimentos firmes, no entanto, leves.

Qualquer caneta serve! Experimente vários tipos de penas e também as diversas posições das suas penas para conhecer todos os possíveis efeitos.

Procure sempre ter em mente, claramente, para onde levará o traço. Enquanto for necessário, faça um esboço prévio, como um pequeno projeto de desenho.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Onde coloco meu horizonte?

Planejar não é tão divertido como pintar, mas deve ser uma prioridade para todos os artistas verdadeiramente sérios. A distribuição e situação dos elementos, o equilíbrio e ritmo das partes, o movimento e a organização dos valores, a unidade que sugere o centro de interesse principal
 - esta combinação de fatores pode ser formal e estudada ou casual, poderá mostrar-se de maneira evidente ou sutil, pelas cores e tons, mas de qualquer maneira existe e é necessária, condicionando o mérito artístico de uma obra.

Quando vamos estudar o desenho da perspectiva nos deparamos com termos que nem sempre entendemos perfeitamente: LINHA DO HORIZONTE - O que é?

É a linha imaginária que avistamos entre o céu e a terra ou o céu e o mar. Esta linha situa-se sempre à nossa frente e para onde quer que olhemos, estará à altura dos nossos olhos. Mesmo em cenas urbanas, onde prédios a escondam, deixe a sua imaginação atravessar os prédios (suponha que são transparentes) e você verá a LINHA DO HORIZONTE à sua frente.

Tendemos a valorizar a simetria, pois nos foi ensinado que  o correto é ser simétrico e que 
simetria é um ideal humano. Entretanto, se você olhar em volta, verá que praticamente 
não há NADA simétrico na natureza. Corpos, paisagens, árvores, praias…  tudo que conhecemos como “belo” no mundo natural tem uma boa dose de assimetria.


No caso da linha do horizonte, a melhor solução é a aplicação da regra dos terços - isto é - dividindo o espaço vertical em 3 partes iguais. 

Se você deseja realçar o chão - coloque o horizonte no terço superior.


Se deseja realçar o céu, coloque o horizonte no terço inferior.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Como desenhar árvores com realismo

Ao observarmos as paisagens provavelmente precisamos nos deter um pouco mais na maravilha das árvores. São como personagens nos contos das paisagens! Entretanto, ao tentar desenhá-las, a grande variação das espécies pode, inicialmente, parecer difícil e o melhor caminho será nos dedicarmos a cada uma separadamente.

 A textura nos ajuda na representação geral.
Note como os vazios tornam o desenho mais leve e realístico.
A impressão de textura é introduzida em um desenho para reforçar o efeito realista de seus elementos.
Na verdade, não se trata de fazer uma cópia fotográfica, mas de trabalhar traços e tons de maneira que indiquem adequadamente a qualidade da textura e, ao mesmo tempo, deem ao seu trabalho um centro de interesse vívido e realista.

Não há regras fixas – o melhor é experimentar diversas possibilidades.

Procure variar a gradação do grafite de modo a conseguir vários tons de cinza numa mesma textura.
Exemplo: 2B + 4B + 6B ou HB + 3B + BB ou 2B + 6B + 8B



Podemos compreender os troncos e galhos de uma árvore como uma série de linhas de contorno circundantes que se tornam mais ou menos largas, dependendo da distância do nível do olhar.


Quando desenharmos árvores muito próximas, sentiremos a necessidade de detalhar uma ou outra folha.

O contraste claro/escuro ajuda a volumetria do desenho pela superposição de planos.
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