segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Maquete Física

As maquetes eletrônicas oferecem de maneira prática e rápida representações muito realistas porém as maquetes físicas continuam sendo importante ferramenta na comunicação de arquitetos e construtores.






A maquete é a expressão física dos projetos e conceitos dos arquitetos, devendo ser o mais fiel possível à realidade imaginada pelo profissional, dentro da escala definida. Contudo, há o sério problema da pouca disponibilidade de materiais que representem adequadamente os materiais de construção civil, principalmente de revestimento, quanto a cores, texturas etc., obrigando muitas vezes a improvisações insatisfatórias.


A quantidade de detalhes, o tipo de material utilizado e as dimensões de trabalho serão escolhidos de acordo com o objetivo ou finalidade da maquete. Maquetes para apresentações profissionais ou exposições comemorativas são normalmente feitas com material mais durável e de melhor qualidade e impacto visual, com o máximo de detalhamento a fim de que se aproximem o mais possível do real. Já as maquetes de estudo são feitas com materiais mais fáceis de manusear, e , em geral, mais baratos.


A maquete em si nada mais é que a concretização imediata da nossa concepção espacial, por meio de elementos – corpos, superfícies e hastes.
CORPOS

SUPERFÍCIES

HASTES

E tudo isto pode ser muito simples!


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terça-feira, 30 de junho de 2015

O Desenho do Retrato - Um diálogo íntimo.

Relembrando Matisse:
"O estudo do retrato parece hoje esquecido. É, todavia, uma fonte de interesse inesgotável para quem é dotado ou sente simplesmente curiosidade por ele.
Talvez se pudesse dizer que o retrato fotográfico é suficiente. Para a antropometria, sim, mas para o artista à procura do caráter profundo de um rosto, tudo se passa de outro modo: o registro dos traços do modelo revela sentimentos desconhecidos muitas vezes para o próprio feiticeiro que os criou. Se houvesse razões para isso, seria quase necessária a análise de um fisionomista para tentar traduzi-los em linguagem clara, pois eles sintetizam e contêm muitas coisas de que o próprio pintor não suspeita a princípio."
 A expressão artística através do desenho como forma de exteriorizar e comunicar, atravessa toda a história do homem  em todas as culturas. O fascínio que sentimos perante obras artísticas como um desenho rupestre, gótico, renascentista ou contemporâneo, faz-nos pensar acerca do que estará no cerne destas obras para provocarem tal efeito. Diz-se que só o homem possui este fascínio e capacidade de admiração perante os fenômenos e fatos estéticos e que, portanto os "persegue", procurando exprimir-se através da arte.


 Certos analistas da arte referem o desenho como base das artes visuais mas eu preferiria usar a definição de Marel Toschi   e conceituar o desenho como “um diálogo íntimo, revelador de que a construção da linha flui entre incontáveis sins e nãos na mente de quem desenha.” 


 Desenhar é, antes de tudo, na prática, esboçar ou registrar uma idéia apenas com lápis e papel. Idéia esta que, uma vez registrada, será  uma útil  ferramenta na comunicação entre pessoas. Inclusive entre aquelas de diferentes lugares, origens e valores. O desenho estimula o diálogo.


 Para muitas pessoas o processo de desenhar parece misterioso e algo além da compreensão humana. Na verdade não é bem assim. A capacidade de desenhar é algo que pode ser aprendido por qualquer pessoa normal, dotada de visão e coordenação motora mediana, com habilidade suficiente para enfiar uma agulha de costura ou atirar uma bola à distância. É com a mão que fazemos os gestos de desenhar. Os instrumentos surgem como objetos que constituem o prolongamento das mãos, materializando visualmente o pensamento.

Se você pode escrever, desenhar letras, então pode desenhar.


 Vamos? Lápis e papel na mão!

Confira meu vídeo para aprender a desenhar um olho:
https://www.youtube.com/watch?v=ffaHGM3R7VM

Se desejar um comentário sobre o seu desenho, me envie por e-mail:

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abstração Geométrica

Quando o significado de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser chamada: pintura abstrata. Quando esta pintura abstrata se apoia na geometria temos o abstracionismo geométrico.

As pesquisas geométricas, fazem parte significativa da arte abstrata a partir do século XX. 

Muito além do poder decorativo, o abstracionismo geométrico teve razões outras na sua criação. Malevich, por exemplo, soube ler o espírito de seu momento histórico. Não o espírito de tristeza representada pela destruição, mas aquele de esperança frente ao desconhecido, aquele da
crença em que todo homem é igual, a despeito de sua raça, credo ou nacionalidade. Uma crença de resistência e luta. Uma crença que pertence ao mundo dos sonhos, onde tudo e todos se confundem no que cada indivíduo é. Malevich apreendeu o mundo destruído em que vivia e ousou buscar uma utopia. 
Kazimir Severinovich Malevich, (em russo: Казимир Северинович Малевич (Kiev, 12 de fevereiro de 1878 – São Petersburgo, 15 de maio de 1935) foi um pintor abstrato soviético.
Piet Mondrian



Mas a arte abstrata de cunho geométrico não aparece exclusivamente na obra de Malevich. Surge, também, na obra investigativa do russo Wasily Kandinsky (1866-1944), primeiro artista a trabalhar com abstração geométrica pura (sem a referência visual da realidade) e autor, dentre outras obras fundamentais para o entendimento da arte moderna e da abstração geométrica, de Do espiritual na arte (1912), e entre os artistas do Neoplasticismo ou De Stijl, notadamente no trabalho de seu maior e mais conhecido expoente, o pintor holandês Piet Mondrian (1872-1944). 







Conhecer e compreender as bases deste tipo de expressão irá facilitar ao artista o seu próprio desenvolvimento dentro do abstracionismo geométrico.

Bryce Hudson
Apesar da criação ser um ponto importante neste tipo de pintura, a artesania na aplicação das tintas tem igual valor. O artista deve dedicar-se à aplicação perfeita das tintas, de forma que realce os efeitos criados, proporcionando assim, maior valor a obra.

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