sexta-feira, 17 de julho de 2015

Aprendendo a produzir verdes

As cartas de cores dos grandes fabricantes possuem em geral algumas dezenas de cores, mas uma paleta reduzida é garantia de sucesso e harmonia cromática para pintores iniciantes.
Independente da marca que se pretenda utilizar, podemos sugerir a seguinte carta de cores:
1. Verde Viridian
2. Amarelo de Cádmio
3. Amarelo Limão
4. Amarelo Ocre
5. Terra de Siena Natural
6. Terra de Siena Queimada
7. Sombra Queimada
8. Azul da Prússia
9. Azul Cobalto
10. Azul Ultramar
11. Alizarim Crimson
12. Vermelho de Cádmio
13. Branco de Titânio

A partir de então, passo a passo, precisaremos entender cada cor e aprender a tirar o máximo partido da aplicação, ambientando-as às necessidades de cada novo trabalho para um resultado satisfatório.

Nesta seção, vamos estudar mais criteriosamente o Verde Viridian. O único verde da nossa paleta!
Como pintar uma paisagem múltipla em seus tons e luzes se temos apenas um único tom de verde?

Distribua as cores na paleta como na fig.1.

Passe então a misturá-las no centro da paleta, usando para isto a espátula tipo faca.
fig.1
 Após cada mistura, faça uma pequena pincelada em seu guia de cores, deixando espaço para as anotações. Faça o download aqui.


1º - Verde Viridian + Amarelo de Cádmio
2º - Verde Viridian + Amarelo Limão
3º - Verde Viridian + Amarelo Ocre
4º - Verde Viridian + Azul da Prússia
5º - Verde Viridian + Azul Cobalto
6º - Verde Viridian + Azul Ultramar
7º - Verde Viridian + Vermelho de Cádmio

Experimente também misturar o verde Viridian com o Branco Titanio e, finalmente, a cada uma das misturas já realizadas, acrescentar um pouquinho de branco.
Observe no guia que acaba de produzir que os verdes originados das misturas com o amarelo de cádmio, o amarelo ocre e o vermelho de cádmio se prestarão à pintura de paisagens ao por do sol, com uma leve tendência dourada, enquanto os verdes originados das misturas com o amarelo limão representarão a paisagem ao nascer do sol, com luzes claras.
O verde que conseguimos com a mistura do Azul Ultramar poderá ser usado na pintura de marinas e águas profundas.
O verde originado da mistura com o Azul Cobalto será metálico enquanto o verde originado do Azul da Prússia poderá ser usado em todas as sombras de vegetação.
Surpreso? Então tente mais esta:
Verde Viridian + Alizarim Crimson + Sombra Queimada
Você terá uma tonalidade negra e profunda, porém sem a dureza dos tons pretos prontos em tubos de tinta!

Muitas descobertas estão reservadas àqueles que se dedicam ao incomensurável mundo das cores!
Para conhecer mais inscreva-se em nosso curso de
TEORIA DAS CORES

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

A ARTE DE PENDURAR ARTE!

Como artista plástica naturalmente eu acredito que nenhuma decoração estará completa se não houver ao menos um quadro na parede!
Mas, de quantas formas diferentes podemos distribuir nossos quadros para que o ambiente se torne harmônico e aconchegante, não apenas pendurando-os como objetos sem vida?

Os decoradores são unânimes em afirmar que não existe uma regra geral e você pode mesmo ter a coragem de ousar, inventando novas fórmulas que apenas não devem comprometer a leitura da obra.

É importante não misturar técnicas, no entanto dentro de uma mesma técnica você pode misturar estilos, molduras e temas. Ou seja, se estamos arrumando uma parede de fotografias, não devemos misturá-las com quadros a óleo, mas fique atenta, não existem regras fixas e o bom senso dita a norma.

Outro fator importante é a iluminação. As obras não devem receber luz direta do sol, pois as tintas podem mudar de cor ou mesmo descorar prejudicando irreversivelmente a pintura.

Agora que você já dividiu suas obras por técnica e que já decidiu qual a parede ideal, protegida da luz solar, podemos seguir alguns gráficos:
 
1.    Agrupando várias obras:


É o caso mais complicado. Se a parede possuir um móvel, tome-o como guia para a distribuição e procure que o centro da tela central não ultrapasse 1,70m. de altura.

2.    O alinhamento horizontal:

Você poderá alinha-las por cima ou por baixo:


É uma questão de preferência que deve levar em conta o tamanho das obras.

3.    Alinhamento em diagonal :
Apropriado para escadas ou áreas em que a cobertura aparente ofereça um ângulo acentuado.


4.    Alinhamento vertical
Indicado para espaços estreitos e, preferencialmente telas pequenas como as pequeninas paredes ao lado dos lavabos ou em um pequeno hall de entrada.

Finalmente, considere também o tamanho das telas em relação ao ambiente que está decorando:

-     Telas muito grandes em ambientes pequenos podem tornar o ambiente pesado e sufocante.
-     Muitas telas com cores muito fortes podem ficar competindo entre si não valorizando o trabalho de cada artista.
-     Telas muito pequenas em paredes muito amplas podem dar a sensação de que – falta algo.

O seu trabalho será simplificado se antes de pendurar definitivamente as telas você fizer uma experiência usando o chão para arruma-las. Isto lhe dará uma boa ideia do resultado final.

Lembre-se, o objetivo não é transformar a sua sala em museu sério e sisudo e sim, oferecer um ambiente aconchegante onde seus amigos possam saborear o seu bom gosto pela arte!


terça-feira, 7 de julho de 2015

Afinal, como utilizar a Regra dos terços?

A geometria aparece com grande freqüência no mundo das artes, assim como podemos observá-la na própria natureza ou seja, idéias matemáticas estão por trás de belas pinturas, esculturas tapetes, mosaicos, etc.

“Para que um todo dividido em duas partes desiguais pareça belo do ponto de vista da forma, deve apresentar a parte menor e a maior a mesma relação que entre esta e o todo."

O Retângulo de Ouro, construído a partir do Número de Ouro, é considerado a mais estética das formas retangulares e é utilizado pelo homem desde a antiguidade. Este número de ouro, há muito identificado pelos matemáticos,corresponde a 1,618. A excelência dos desenhos de Leonardo da Vinci revela os seus conhecimentos matemáticos bem como a utilização da razão áurea como garante de uma perfeição, beleza e harmonia únicas.


Entendendo melhor:
Se desenharmos um retângulo cujo lado maior dividido pelo menor nos der como resultado o número 1,618, teremos um retângulo de ouro, um ideal de plasticidade. Aplicando esta divisão em nossas telas, teremos áreas de forte apelo visual que devemos explorar com o foco de interesse do nosso tema.
Observe na animação como funciona: http://www.defatima.com.br/saladeaula/dicaouro1.htm


A força visual de um elemento plástico será mais intensa quando este esteja situado em alguns dos pontos de intersecção das chamadas linhas de terços. Veja:

Para saber mais: http://www.defatima.com.br/saladeaula/indexnovo17.htm
Dúvidas?
Não se acanhe:
fatelier@defatima.com.br