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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Uma tarde de Férias com as Canetinhas Hidrográficas

Você também acha lindo, aquelas pinturas aquareladas, suaves, tão em voga nas decorações atuais?
Uma tarde livre de férias e você poderá produzir uma  para sua decoração!

A caneta hidrográfica pode se transformar em um versátil instrumento de pintura!
Aplicadas à maneira do "bico de pena", ou da “aquarela” sobre papéis lisos ou rugosos, de acordo com a sua preferência, não precisam ser diluídas ( o que  também é possível) e apresentam uma grande variedade de cores.


CONHEÇA OS  DIVERSOS TIPOS DE CANETAS HIDROGRÁFICAS
-com esfera: uma tinta viscosa é puxada para a ponta por uma esfera giratória.

-ponta de fibra: a tinta flui para a ponta por uma ação capilar.

-roller pen: a tinta flui livremente para a esfera de carboneto de tungstênio.

-ponta de plástico: funciona da mesma maneira que a ponta de fibra.

-ponta de feltro: a tinta também flui por capilaridade.

Procure usar canetas cuja tinta seja à base de água, pois assim você poderá dilui-las dando a impressão de uma aquarela. Para tanto basta que mergulhe ligeiramente a ponta da caneta na água e aplique em seguida.

Você vai precisar apenas de:

uma Prancheta de mão de duratex, no tamanho ofício.
1 fl. de papel canson 240 gr.
no formato A4
1 rolo de fita crepe de 19mm. Para fixar o papel na prancheta.
1 lápis de desenho
1 borracha macia
1 jogo de canetinhas hidrocor
1 pincel chato para aquarela nº 12
1 pincel redondo para aquarela nº 10
1 vidrinho com água limpa para diluir a tinta
1 vidrinho com água limpa para limpar os pincéis
papel absorvente para enxugar o material quando necessário
alguns cotonetes.

PASSO A PASSO
1. Inicialmente, prenda o papel na prancheta. Observe que precisará prende-lo em toda a volta, pois iremos trabalhar com água e o papel tende a enrugar. Estando perfeitamente fixado, ao secar, volta completamente à sua textura normal.

2. Faça um esboço da paisagem que pretendemos. Note que não é necessário um grande conhecimento de desenho. Apenas alguns traços indicando o que deseja representar. Caso tenha dúvidas sobre desenho e queira aprender mais a respeito, consulte nossa aula iniciação  ao desenho, gratuita, no site http://www.defatima.com.br/saladeaula

3. Umedeça o papel aplicando bastante água com o pincel chato.


4. Sobre o papel umedecido, aplique a canetinha na cor escolhida para o céu. Espalhe a tinta com o pincel redondo e suavize as manchas usando um cotonete.
5. Espere secar um pouquinho. Para pintar as rochas, umedeça a ponta da caneta na água e aplique diretamente sobre o desenho.

Espere secar totalmente e refaça os traços usando uma canetinha preta ou marrom escuro.

Pronto! Agora é só assinar, emoldurar e esperar os elogios!

Outros modelos para iniciantes:





sexta-feira, 17 de julho de 2015

Aprendendo a produzir verdes

As cartas de cores dos grandes fabricantes possuem em geral algumas dezenas de cores, mas uma paleta reduzida é garantia de sucesso e harmonia cromática para pintores iniciantes.
Independente da marca que se pretenda utilizar, podemos sugerir a seguinte carta de cores:
1. Verde Viridian
2. Amarelo de Cádmio
3. Amarelo Limão
4. Amarelo Ocre
5. Terra de Siena Natural
6. Terra de Siena Queimada
7. Sombra Queimada
8. Azul da Prússia
9. Azul Cobalto
10. Azul Ultramar
11. Alizarim Crimson
12. Vermelho de Cádmio
13. Branco de Titânio

A partir de então, passo a passo, precisaremos entender cada cor e aprender a tirar o máximo partido da aplicação, ambientando-as às necessidades de cada novo trabalho para um resultado satisfatório.

Nesta seção, vamos estudar mais criteriosamente o Verde Viridian. O único verde da nossa paleta!
Como pintar uma paisagem múltipla em seus tons e luzes se temos apenas um único tom de verde?

Distribua as cores na paleta como na fig.1.

Passe então a misturá-las no centro da paleta, usando para isto a espátula tipo faca.
fig.1
 Após cada mistura, faça uma pequena pincelada em seu guia de cores, deixando espaço para as anotações. Faça o download aqui.


1º - Verde Viridian + Amarelo de Cádmio
2º - Verde Viridian + Amarelo Limão
3º - Verde Viridian + Amarelo Ocre
4º - Verde Viridian + Azul da Prússia
5º - Verde Viridian + Azul Cobalto
6º - Verde Viridian + Azul Ultramar
7º - Verde Viridian + Vermelho de Cádmio

Experimente também misturar o verde Viridian com o Branco Titanio e, finalmente, a cada uma das misturas já realizadas, acrescentar um pouquinho de branco.
Observe no guia que acaba de produzir que os verdes originados das misturas com o amarelo de cádmio, o amarelo ocre e o vermelho de cádmio se prestarão à pintura de paisagens ao por do sol, com uma leve tendência dourada, enquanto os verdes originados das misturas com o amarelo limão representarão a paisagem ao nascer do sol, com luzes claras.
O verde que conseguimos com a mistura do Azul Ultramar poderá ser usado na pintura de marinas e águas profundas.
O verde originado da mistura com o Azul Cobalto será metálico enquanto o verde originado do Azul da Prússia poderá ser usado em todas as sombras de vegetação.
Surpreso? Então tente mais esta:
Verde Viridian + Alizarim Crimson + Sombra Queimada
Você terá uma tonalidade negra e profunda, porém sem a dureza dos tons pretos prontos em tubos de tinta!

Muitas descobertas estão reservadas àqueles que se dedicam ao incomensurável mundo das cores!
Para conhecer mais inscreva-se em nosso curso de
TEORIA DAS CORES

Qualquer dúvida, não se acanhe - escreva para mim:
fatelier@defatima.com.br
ou ligue
61 33276627



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A vibração na Paisagem




Óleo sobre tela
Muitas vezes nos sentimos como iniciantes frente a uma paisagem que queremos representar...

Como fazer?
Como expressar toda vibração das cores ou mesmo a ausência delas nas paisagens invernais?

Émile Zola dizia que 'Ninguém  ousaria dizer que (hoje em dia) o céu e a água são banais, ou que um horizonte deve ser pintado de forma regular e precisa para que se crie uma obra com alguma beleza...'

A paisagem foi e continuará sendo um dos principais temas explorados por artistas de todos os tempos.

Independente da técnica utilizada pelo artista, um macete que ajuda muito a tornar a pintura interessante é o estudo dos PLANOS DA PAISAGEM.

Para compor uma paisagem com profundidade, divida-a em três planos distintos:
 
1. O primeiro plano > Distância Próxima.

2. O segundo plano > Meia Distância.

3. O terceiro plano > Plano de fundo.

 
Para cada plano use um tom, intensidade e temperatura da cor próprios, mais suaves conforme o elemento da paisagem se afasta do observador.

Observe na figura abaixo o plano mais próximo em tons de verde, o plano intermediário em tons de ocre e finalmente o plano de fundo em tons de azul.




Aquarela

 Exagere nas diferenças, realçando os contrastes à medida que se aproximar do primeiro plano.

Giz Pastel
  
 Observando bem a natureza você perceberá a grande variedade de tons, formas e texturas que pode utilizar na sua pintura. E se ainda sobrarem dúvidas - Não se acanhe! Será um prazer ajuda-l@:fatelier@defatima.com.br

quinta-feira, 17 de março de 2011

Verde que te quero Viridian

Conseguir representar com uma paleta de cores o que os poetas transmitem com a ênfase das palavras, momentos rápidos e coloridos como fragmentos da vida, gramados pontilhados de pequenas flores, folhas transformadas em ouro e o verde inebriante das paisagens, é o sonho de todo paisagista.

E já estamos, outra vez, falando em cores...


Aquarela - Fátima Seehagen


Curiosamente, apesar da variedade de verdes na natureza, uso um único verde em minhas telas – o VERDE VIRIDIAN.


Trata-se de um verde-azulado transparente, com menor força de tintagem do que o ftalocianina, fabricado pela primeira vez em 1838.
No óleo, é uma cor de secagem média - em torno de 5 dias. Como acontece com todas as tintas a óleo, para evitar o amarelecimento das pinturas, não devem deixar-se secar na escuridão contínua ou expostas a um elevado índice de umidade.


Os verdes encontrados na natureza variam enormemente, mas a maioria contém bem mais calor (amarelo e vermelho) do que muitos pintores imaginam. Trabalhando com misturas que tenham por base o verde viridian, conseguimos dosar este calor, de acordo com a nossa interpretação, conferindo personalidade aos nossos trabalhos.

Você pode iniciar experimentando as seguintes misturas:

1º - Verde Viridian + Amarelo de Cádmio
2º - Verde Viridian + Amarelo Limão
3º - Verde Viridian + Amarelo Ocre
4º - Verde Viridian + Azul da Prússia
5º - Verde Viridian + Azul Cobalto
6º - Verde Viridian + Azul Ultramar
7º - Verde Viridian + Vermelho de Cádmio


Depois pode acrescentar o branco em cada uma delas, para conseguir tons mais nebulosos e acinzentados, que podem ser usados nas distâncias maiores.

Para compor uma paisagem com profundidade, divida-a em três planos distintos:

1. O primeiro plano > Distância Próxima.
2. O segundo plano > Meia Distância.
3. O terceiro plano > Plano de fundo.

Para cada plano use um tom, intensidade e temperatura da cor próprios, mais suaves conforme o elemento da paisagem se afasta do observador.

Exagere nas diferenças, realçando os contrastes à medida que se aproximar do primeiro plano.

Para que uma determinada cor pareça mais viva ou mais apagada, de acordo com a necessidade da composição, você precisa estar atento às cores que irão cercá-la na tela.

Para fazer com que a cor pareça mais viva, coloque em torno dela cores complementares ou neutras.

Para fazer com que a cor pareça mais apagada, use em torno dela cores com as quais esteja intimamente relacionada.

A luminosidade de uma paisagem é acentuada quando a área destinada ao céu ocupa um espaço maior.

De um modo geral:

1- Quando pintar uma paisagem, nunca ilumine a tela inteira. A luz será intensificada quando for rodeada por áreas escuras

2- Quando o sol está alto, a luz é branco amarelada. À medida que o sol baixa no horizonte, vai se tornando alaranjado e depois chega ao vermelho.

3- Como a luz modifica todos os tons, junte um pouco da cor da luz a cada uma das misturas que usar. Na maioria dos casos, junte ocre a todos os verdes.

" Há algo no ato de pintar que não pode ser explicado, e este algo é essencial. Chega-se à natureza com as teorias, e a natureza as deita por terra."
Pierre-Auguste Renoir (Limoges, 25 de fevereiro de 1841 — Cagnes-sur-Mer, 3 de dezembro de 1919)

Renoir