quarta-feira, 8 de junho de 2016

O que o artista queria realmente representar?

A pintura é uma dentre as várias formas de manifestação da arte, como o são a literatura, a arquitetura, a música, a dança, a escultura, a fotografia, etc. O ponto comum que há entre estas expressões artísticas é a própria essência da arte, ou seja, a possibilidade de o artista recriar a realidade, transformando-se, assim, em criador de mundos de sonhos, de ilusões. O artista tem, dessa forma, um poder mágico em suas mãos: o de moldar a realidade segundo suas convicções, seus ideais, suas vivências.

Mas COMO ENTENDER DE FORMA CORRETA A SUA MENSAGEM? O que o artista queria realmente representar?



O poeta e crítico de arte Ferreira Gullar assim se manifesta sobre esta transformação simbólica do mundo: “A arte é muitas coisas. Uma das coisas que a arte é, parece, é uma transformação simbólica do mundo. Quer dizer: o artista cria um mundo outro – mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata. Naturalmente, este mundo outro que o artista cria ou inventa nasce de sua cultura, de sua experiência de vida, das idéias que ele tem na cabeça, enfim, de sua visão de mundo.”



Vivemos atualmente sob o signo do social, que preside tanto aos programas do Estado, como às realizações da iniciativa particular. O homem não é mais a medida de todas as coisas, agora é a multidão. O arquiteto, por exemplo, transformou-se no urbanista. Não constrói mais habitações individuais, porém, habitações coletivas – a cidade. Por sua vez, o urbanista perde-se como simples peça nas equipes planejadoras de cidades. A escultura monumentaliza-se e a pintura muraliza-se. Ambas voltam a integrar-se na arquitetura de onde saíram. A fusão das três artes num todo tem sido, pelo correr dos tempos, a marca distintiva do primado do coletivo sobre o individual, na vida social.


No entanto, em toda tradução, encontramos interpretações e sempre me pergunto se não seria muito mais proveitoso que os próprios iniciantes se apoderassem desta linguagem, livrando-se dos termos pomposos da crítica de arte convencional, carregados de termos técnicos apenas usados em ateliers, muitas vezes, infelizmente, de difícil compreensão para o público em geral.

Pensando assim desenvolvemos o Curso ONLINE de Interpretação de uma Obra de Arte.
Durante o estudo de  todos os períodos,  o aluno é orientado de uma maneira objetiva e prática, dentro do processo criativo de cada época, podendo assim desvendar a evolução da arte, fazendo observações  que certamente o ajudarão a compreender melhor os problemas que a arte atual nos apresenta.

A “história da Arte” não é apenas uma fonte de “acervo cultural”, mas  uma “verdadeira fonte de inspiração, de informação, e acima de tudo: cultura técnica aliada à sensibilidade, ao emocional e ao valor do intuitivo”. Se quisermos entender a arte de todos os tempos, devemos primeiro aprender  a nos comunicarmos através dela, passando a exercitar nossa criatividade artística.

Só desta forma, estudando toda a seqüência do pensar artístico poderemos compreender a autenticidade da arte contemporânea e então não será mais preciso, como disse Walber Berner:
- “fingir que gostamos do que alguns fingem que fazem!”

Orientador: FÁTIMA SEEHAGEN
ARTISTA PLÁSTICA, CINEASTA, facilitadora em CRITIVIDADE APLICADA.

A quem interessa?

Este curso destina-se a profissionais que se dediquem a atividades relacionadas com a Pintura, História de Arte,  Professores, profissionais de Turismo e ainda a todos os interessados pelo tema. Constitui ainda um importante elemento de apoio para estudantes de cursos da área de artes e humanas.

PROGRAMA:
- Introdução aos Períodos Artísticos
- Elementos da análise Formal
- Interpretação da Composição de uma Obra de Arte
- Leitura Prática de uma Obra de Arte



8 aulas em tempo real via SKYPE, acompanhadas de tutorial para posterior consulta.

Investimento: R$ 320,00 parcelados em até 6 x sem juros, ou à vista com 10% de desconto.
Início imediato no ato da confirmação da inscrição - INSCREVA-SE AQUI

Mais informações pelo e-mail: fatelier@defatima.com.br ou pelo fone: 61 33276627

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O papel nosso de cada dia

Os papéis possuem características visíveis (Gramatura, Espessura, Brancura, Opacidade, Cor e Textura) e Invisíveis (Tipo de Fibra, Colagem, pH e Umidade), importantes para o artista.

 Papel para aquarela:

Há um prazer especial em cada papel para aquarela de qualidade superior. Cada folha tem uma complexidade e uma sensibilidade que lhe dão um caráter original, e será sua parceira ideal a cada nova pintura.




Geralmente branco, o papel para aquarelas é produzido em uma variedade de texturas e pesos. A superfície do papel afetará seu produto final, sendo assim, selecione o papel com muito cuidado.



 Quanto à textura:

1.    PRENSADO A QUENTE > apresenta uma textura mais lisa, onde a tinta seca mais rapidamente, apropriada para detalhes. É muito usado em ilustrações científicas.

2.    PRENSADO A FRIO > é o mais comum e o mais popular entre os aquarelistas. Tem uma textura média que se adapta aos mais variados projetos.

3.  ÁSPERO > apresenta uma textura acentuada, própria para trabalhos livres. É mais usado por artistas experientes.

Quanto ao peso:

O papel para aquarela precisa ser espesso para que suporte a umidade da técnica sem enrugar.

Observe na tabela abaixo as diversas gramaturas produzidas.

TIPO
GR/M²
Papel arroz - rice paper
~30
Papel para textos
~120
.
170
Leve (ESBOÇOS E ESTUDOS)
185
.
200
.
280
Médio ( GRAMATURA IDEAL PARA AQUARELAS)
300
.
400
Pesado ( GRANDES DIMENSÕES)
550
.
600


Mais sobre papeis?
Aqui:
http://www.defatima.com.br/saladeaula/indexnovo10.htm
Dúvidas? Escreva p'rá gente:
fatelier@defatima.com.br
ou telefone:
61 33276627

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terça-feira, 24 de maio de 2016